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"Burocracia é o que mata o Dmae", diz ex-diretor em depoimento na CPI

Em depoimento na CPI do Dmae na manhã desta segunda-feira (22), ex-diretor da autarquia afirma que órgão tinha superávit financeiro, mas déficit orçamentário. De acordo com Maurício Loss, que dirigiu o departamento durante as enchentes de 2024, licitações desertas e rescisões de contratos faziam com que o orçamento não fosse completamente executado, ocasionando sobra de verbas. Loss ainda afirmou que não percebe processo de desmonte ou de sucateamento da autarquia. 

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Em depoimento na CPI do Dmae na manhã desta segunda-feira (22), ex-diretor da autarquia afirma que órgão tinha superávit financeiro, mas déficit orçamentário. De acordo com Maurício Loss, que dirigiu o departamento durante as enchentes de 2024, licitações desertas e rescisões de contratos faziam com que o orçamento não fosse completamente executado, ocasionando sobra de verbas. Loss ainda afirmou que não percebe processo de desmonte ou de sucateamento da autarquia. 

Na fala do ex-diretor, ele defendeu que as Casas de Bombas estavam praticamente funcionando em sua plenitude antes dos alagamentos, apesar de reconhecer que havia mais de 40 pontos de falha na estrutura de proteção. Ele também afirmou desconhecer investimentos do governo federal no sistema de proteção da Capital antes dos eventos climáticos de 2024, ressaltando ainda que dos R$ 66 milhões solicitados à União para o reestabelecimento das atividades do Dmae, foram recebidos apenas R$ 4 milhões. 

Sobre as denúncias de corrupção durante a gestão do ex-diretor Alexandre Garcia, Loss contou que o prefeito Sebastião Melo (MDB) o orientou a reportar possíveis irregularidades no funcionamento da autarquia, mas que nada foi identificado. Segundo ele, Melo encaminhou a situação do órgão ao Ministério Público e à Controladoria do Município. Loss ainda afirmou que nunca pediu para antecipar ou atrasar pagamento a terceiros e escolha de empresas específicas em licitações. "Sempre deixei o Dmae correr no seu processo, respeitando em si os seus servidores", declarou. 

Além do ex-diretor, os vereadores esperavam ouvir o depoimento de Bruno Miragem, ex-procurador-geral do município e sócio de empresa contratada pelo Dmae. Miragem não compareceu à sessão. Na próxima semana, a CPI deve ouvir Gustavo Ferenci, ex-secretário de Transparência e Controladoria, e Gilvani Gringo, vereador e sócio de empresa contratada pela autarquia. 

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