O Carnaval envolve grandes aglomerações de pessoas, uso intenso do celular em ambientes abertos e momentos de distração — combinação que aumenta o risco de roubos, furtos e, consequentemente, golpes digitais. Para evitar prejuízos financeiros, aplicativos bancários e sistemas operacionais oferecem ajustes de segurança que ajudam a proteger as contas mesmo se houver acesso indevido ao aparelho. Em contato com a Abecs, que representa os setores da indústria de meios eletrônicos de pagamento, a entidade deu dicas de medidas de segurança ideais para reduzir danos, dificultando a ação de criminosos. Veja a seguir.
Vai pular Carnaval? Confira 7 ajustes de segurança para fazer nos apps bancários antes de sair de casa — Foto: Reprodução/Pexels 1. Limitar o valor das transferências bancárias
Ao limitar transferências bancárias, você impede que transferências acima do valor pré-definido sejam realizadas — o que pode ser um excelente “freio” em situações de roubo, furto ou acesso indevido ao aplicativo bancário. Assim, definindo um teto diário ou por transação, o usuário impede que grandes quantias sejam movimentadas rapidamente, mesmo que o criminoso consiga desbloquear o aparelho ou acessar o app.
Esse ajuste costuma estar disponível nas configurações de segurança ou transações, dentro da plataforma bancária. Durante o Carnaval, quando o uso do celular acontece em ambientes “tumultuados” e com menos atenção, reduzir esses valores temporariamente ajuda a minimizar prejuízos financeiros em caso de incidentes.
Ajustando o limite de transferências em um app bancário — Foto: Reprodução/Mariana Tralback Alguns bancos digitais oferecem uma proteção ao sair na rua que pode ser ativada nesses períodos de folia. O Modo Rua, do Nubank, por exemplo, estabelece um limite máximo para transações como Pix, TED e pagamentos de boletos quando estiver desconectado de Wi-Fi confiáveis.
2. Acesso ao app com biometria
Exigir biometria para abrir aplicativos bancários adiciona uma camada importante de proteção às plataformas. Mesmo que a senha do aparelho seja descoberta ou que o celular seja desbloqueado à força, o aplicativo continua protegido por reconhecimento facial ou impressão digital – e somente o dono terá controle sobre isso. A configuração geralmente pode ser feita dentro do próprio app do banco, nas configurações de segurança.
Vale destacar que, além de ser muito útil para o Carnaval, o recurso traz mais segurança no dia a dia, em qualquer época do ano, diante da possibilidade de perda ou roubo do telefone. Outro ponto é que o acesso com biometria facilita o login, dispensando a necessidade de inserir a senha sempre. Por isso, a importância da ativação vai além da época de folia.
Ao ativar a biometria, app do banco só poderá ser acessado mediante impressão digital ou reconhecimento facial — Foto: Reprodução/Diego Cataldo 3. Definir um timer para apps
O timer de aplicativos é um recurso nativo do Android e iPhone (iOS) que permite limitar o tempo máximo de uso de um app por dia. Embora seja mais conhecido como ferramenta de controle de hábitos, ele também pode ser usado como medida de segurança para aplicativos bancários. Com o timer ativo, a plataforma é bloqueada automaticamente após o período definido pelo usuário, exigindo nova autenticação para continuar o uso. Isso evita que o aplicativo permaneça aberto em segundo plano ou acessível caso o celular seja furtado logo após uma consulta rápida, como conferir saldo ou fazer um Pix em meio à folia.
Para fazer a ativação no Android, vá até "Configurações", busque por “Bem-estar Digital e Controle dos Pais” e, por fim, acesse "Painel de Controle". No iPhone, por sua vez, selecione "Ajustes" e "Tempo de Uso". Em seguida, toque em "Limites de Apps" e "Adicionar Limite" para selecionar os aplicativos que deseja limitar. Ao fim do procedimento, clique em "Adicionar".
No iPhone e Android, é possível definir um limite de uso diário para apps, o que pode ser muito útil para proteger plataformas bancárias — Foto: Reprodução/Mariana Tralback Ocultar aplicativos bancários dificulta que terceiros encontrem rapidamente tais plataformas em caso de perda ou roubo do aparelho. Sem o ícone visível, o acesso deixa de ser imediato e exige que a pessoa saiba exatamente onde procurar o app ou como revelá-lo. No Android, dependendo do modelo, o procedimento pode ser realizado nas configurações da tela inicial.
Android e iPhone contam com o recurso de esconder apps, deixando as plataformas bancárias fora de vista — Foto: Reprodução/Mariana Tralback O Android reúne, no chamado “modo ladrão”, diferentes recursos de bloqueio pensados para situações de roubo ou furto. Um deles é o Bloqueio por Detecção de Roubo, que usa inteligência artificial para identificar movimentos bruscos, como puxões repentinos. Ao reconhecer esse padrão, o sistema bloqueia a tela automaticamente, impedindo o acesso imediato a aplicativos, inclusive os bancários.
O conjunto de proteções também inclui o Bloqueio Remoto, que permite travar o aparelho à distância caso o usuário não esteja com ele em mãos. O procedimento pode ser feito pelo site “android.com/lock”, informando o número de telefone vinculado ao celular. Se o dispositivo for recuperado, o acesso pode ser liberado normalmente com a senha. Há, ainda, o Bloqueio de Dispositivo Off-line, acionado quando o celular permanece sem conexão com a internet por um período prolongado. A função evita que criminosos desativem a rede para dificultar a localização do aparelho.
"Modo ladrão" do Android conta com três opções de bloqueio do dispositivo, para diferentes situações — Foto: Reprodução/Mariana Tralback A autenticação em dois fatores adiciona uma verificação extra ao acesso do aplicativo bancário, exigindo algo além da senha tradicional. Dependendo da instituição, essa segunda etapa pode envolver confirmações por biometria, reconhecimento facial ou validações em dispositivos já autorizados, como o notebook. Assim, mesmo que alguém descubra a senha do banco, o acesso não será liberado sem essa confirmação adicional. A funcionalidade é ativada, em geral, dentro das configurações de segurança do app do banco, podendo ser de grande utilidade no período de festas e aglomerações.
Além da senha de acesso, autenticação em dois fatores pode exigir confirmações por biometria, reconhecimento facial ou códigos enviados por outro canal — Foto: Mariana Saguias/TechTudo O Celular Seguro é um programa do Governo Federal que permite bloquear rapidamente o celular em casos de roubo, furto ou perda, reduzindo o risco de golpes e prejuízos financeiros. Ao emitir o alerta, o sistema comunica automaticamente operadoras de telefonia e instituições financeiras, o que resulta na suspensão da linha, na inutilização do IMEI e na restrição de aplicativos bancários vinculados ao aparelho.
O cadastro pode ser feito previamente pelo aplicativo Celular Seguro, disponível para Android e iPhone (iOS), ou pela versão web do serviço. Basta acessar com a conta gov.br e registrar os dados do telefone, como número, operadora e IMEI, além de poder indicar uma pessoa de confiança. Em caso de ocorrência, o bloqueio pode ser solicitado à distância, a partir de qualquer dispositivo conectado à internet.
Celular Seguro, programa do Governo Federal, bloqueia o aparelho em caso de roubo, furto ou perda — Foto: Reprodução/TechTudo 8. Habilitar o pagamento por aproximação
Segundo a Abecs, o pagamento por aproximação geralmente tem um limite de valor sem digitar a senha de até R$ 200. Além disso, a maior rapidez da transação e a não necessidade de contato diminui o tempo de exposição do cartão ou outro dispositivo de pagamento utilizado.
O pagamento por aproximação é mais seguro e prático, especialmente em ambientes movimentados — Foto: Divulgação/Motorola 9. Cadastre alertas para o uso do cartão
Uma das orientações da Abecs é o cadastro para receber mensagens do banco emissor sempre que seu cartão for utilizado, seja por aplicativo ou pelo cartão físico. Esses alertas funcionam como um mecanismo de detecção imediata de uso indevido: a cada transação você é notificado e, se identificar uma compra que não reconhece, pode bloquear o cartão e contestar rapidamente, reduzindo o risco de prejuízo. Além disso, as notificações ajudam a acompanhar gastos em tempo real, identificar cobranças duplicadas ou valores incorretos e perceber tentativas de teste de cartão em sites e aplicativos, criando uma camada extra de segurança mesmo quando outras proteções falham.
O que fazer se cair em um golpe?
Ao cair em um golpe, a orientação é agir imediatamente: bloqueie o acesso no aplicativo e o cartão, altere senhas e chaves de autenticação, e avise o banco pelos canais oficiais para registrar a ocorrência e tentar conter movimentações indevidas. De acordo com a Abecs, revise transações recentes, conteste operações que não reconhece e ative alertas de uso em tempo real. Também é recomendável registrar boletim de ocorrência e, se dados pessoais foram expostos, monitorar novas tentativas de acesso ou abertura de contas em seu nome.
Qual tecnologia ESPECÍFICA mudou a sua vida??

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