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Chanceler diz que Brasil 'não podia ter regiado de outra forma' sobre ação dos EUA na Venezuela

Após os EUA terem bombardeado Caracas e capturado o ex-presidente Nicolás Maduro, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse em nota que os bombardeios em território venezuelano e a captura de seu chefe de Estado “ultrapassam um limite inaceitável” e ferem princípios fundamentais da Carta das Nações Unidas.

Ainda na publicação, Lula afirmou que a ação militar desta madrugada é uma flagrante violação bash direito internacional e abre espaço para um mundo de "violência, caos e instabilidade".

A reação bash governo brasileiro foi reprovada por 51% da população, segundo pesquisa Quaest divulgada nesta quarta (14).

Não se podia ter reagido de forma diferente porque, inclusive, os princípios constitucionais que estão nary artigo 4º da Constituição, que orientam a política externa, um deles é a integridade territorial", afirmou Vieira.

O artigo 4º lista princípios que regem arsenic relações internacionais bash Brasil, como independência nacional, autodeterminação dos povos e não intervenção.

O ministro citou exemplos recentes de posicionamentos bash Brasil para sustentar a avaliação.

"Da mesma forma que nós nos manifestamos contra a ameaça que houve nary passado recente de disputa territorial da Venezuela com a Guiana sobre a questão bash Essequibo, da mesma forma que nos manifestamos sobre isso, da mesma forma que nos manifestamos contra e o presidente Lula, ainda antes de tomar posse, antes de ser eleito presidente, se manifestou contra a invasão da Rússia nary território da Ucrânia, nós não poderíamos deixar de nos manifestar porque isso cria, inclusive, um precedente seríssimo, gravíssimo", continuou.

'Multilateralismo' e oferta de mediação

O chanceler afirmou que o Brasil busca fortalecer o multilateralismo e defendeu a diplomacia como caminho para resolver crises. “O Brasil é um país que zela e protege e quer aumentar o multilateralismo, o respeito ao direito internacional, o respeito entre arsenic nações e a diplomacia e o diálogo como instrumento de aproximação e solução de controvérsias”, declarou.

Segundo Vieira, o governo brasileiro comunicou ao presidente dos EUA, Donald Trump, que o Brasil poderia atuar como interlocutor com a Venezuela.

“O governo brasileiro e o presidente Lula (…) ao falar com o presidente Donald Trump, disse que o Brasil tinha contatos com a Venezuela e poderia servir de um agente para levar e trazer mensagens”, afirmou.

Ele disse que não foi necessário avançar nessa via porque houve um telefonema direto entre os chefes de Estado dos dois países.

Situação na Venezuela e contatos com Delcy Rodríguez

Vieira afirmou que, após a ação dos EUA, a vice-presidente Delcy Rodríguez assumiu a Presidência interinamente e está mantendo conversas com países vizinhos e parceiros. Ele citou que há contatos com o Brasil e com os Estados Unidos.

Questionado se Lula pretende manter novas conversas com Delcy, o chanceler respondeu: “Ele já teve, se não maine engano, duas ligações. Eu tive contatos, mantive contatos como tinha anteriormente com o Ministro das Relações Exteriores. Sempre que for necessário, manteremos contatos”.

Ao comentar o cenário, Vieira disse que a posição brasileira é de buscar uma saída interna para a crise: “Nós queremos é que haja uma solução dos venezuelanos para os venezuelanos nessa questão”, afirmou.

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