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Como blindar o orçamento nas férias de julho e voltar para casa sem dívidas

Vamos ser francos, férias não combinam com improviso financeiro, mas também não precisam virar uma planilha que estraga o passeio. O caminho do meio existe, e ele começa antes de você fechar a mala.

O primeiro erro é encarar as férias como uma sequência de decisões tomadas no calor da emoção. O certo é tratá-las como um projeto financeiro e, antes de comprar a passagem, sente-se e defina um valor total que a família pode comprometer sem invadir o que já está destinado às contas fixas e à reserva de emergência.

A partir desse teto, distribua o dinheiro entre hospedagem, transporte, alimentação, passeios e uma folga para imprevistos. Repare na ordem: quando a conta começa pelo limite disponível, a viagem se ajusta ao orçamento.

Outro cuidado decisivo é antecipar o que dá para pagar à vista e separar esse valor com alguns meses de antecedência, em vez de empurrar tudo para o cartão e descobrir o tamanho real do gasto só na fatura seguinte. A pesquisa Serasa, feita com o Instituto Opinion Box, mostra que 40% dos brasileiros pretendem recorrer a algum tipo de crédito para custear as férias, e o parcelamento no cartão é a forma mais citada.

Aqui está o ponto que quase ninguém vê. O descontrole das férias raramente vem da despesa grande, como passagem ou hospedagem, mas de um lanche aqui, um estacionamento ali, um ingresso de última hora, uma lembrancinha que ninguém planejou.

Isoladamente, cada item parece pequeno, até inofensivo, e é exatamente por isso que passa despercebido, e o problema aparece na soma. Quando multiplicamos esses gastos miúdos pelos dias de férias e pelo número de pessoas da família, o total costuma surpreender.

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