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Pós-venda e transplantes: como a Biotecno fatura com 'coração na mão'

Lidia diz que a empresa tem mais de 17 mil equipamentos instalados no Brasil e em alguns países para os quais exporta, o que exige capilaridade de atendimento e padronização do serviço.

Se a gente for falar de transplante de órgãos, a gente brinca que tá com o coração literalmente na mão, porque você tá transportando um órgão que vai salvar a vida de alguém. Não tem margem pra erro. Lidia Linck

Para garantir essa precisão, a executiva destaca que o treinamento da rede vai além da parte técnica: envolve inteligência emocional. "A gente precisava suprir os técnicos com peças, manuais e diagramas, mas mais ainda, treinar eles como pessoas. Você vai encontrar um médico nervoso, preocupado, que quer segurança", diz.

Para dar escala, a executiva conta que a empresa criou franquias de assistência técnica e usa dados para mapear os equipamentos, acompanhar revisões e garantir a manutenção preventiva anual feita pela fábrica ou por rede autorizada.

Lidia ainda diz que o relacionamento com o cliente começa após a venda porque os equipamentos são feitos para durar de 10 a 15 anos, o que exige acompanhamento periódico.

Quando a gente vende o produto, a gente está começando um relacionamento. Esse equipamento é feito para durar. Ele vai funcionar por 10, 15 anos. E todo ano a gente vai estar lá para fazer a tua manutenção preventiva anual. Lidia Linck

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