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Como influenciadora transformou marca de água de coco em negócio milionário

Fundada em 2023, a Lynv alcançou R$ 30 milhões em valuation em apenas um ano. Para quem não está habituado ao jargão do mundo dos negócios, esse é o valor estimado da empresa no mercado. Em termos de faturamento, para 2026, a projeção é de R$ 21 milhões.

"Vimos um histórico de diversos produtos no mercado que, cada vez mais, corrompem sua qualidade em prol da lucratividade. A minha ideia é exatamente o oposto: trazer qualidade em um produto premium, mas com um preço acessível para que as pessoas consigam consumir", diz a empresária.

A fórmula do produto leva apenas água de coco e vitamina C como antioxidante natural, sem misturas e conservantes.

"Eu sou caiçara [do litoral de São Paulo], sempre gostei de tomar água de coco. Sei que nem todo mundo tem a possibilidade de ir até a praia, comprar um coco e aproveitar os benefícios da fruta in natura. Foi para isso que a marca nasceu", conta Bianca.

Além da projeção milionária de faturamento, a empresa prepara expansão para o Espírito Santo, Minas Gerais e Santa Catarina e tem no radar a entrada nos Estados Unidos e na Europa nos próximos dois anos, acompanhando a demanda global por bebidas funcionais naturais.

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O segredo por trás das cifras milionárias

A empresária enfrenta os desafios de atuar em um mercado competitivo e historicamente dominado por homens. Ainda assim, Bianca transformou uma trajetória que combina influência digital e empreendedorismo em um dos cases mais acelerados do mercado de bebidas naturais.

Para colocar a Lynv no varejo, ela contou com sócios que financiaram sua ideia com R$ 2 milhões. Até conquistá-los, a empresária afirma que o segredo foi estudar o negócio e estruturá-lo de forma econômica.

"Muitas vezes abrimos algo baseado em sonho ou aptidão, mas é preciso ir além do emocional. É importante mapear prós e contras, entender como o negócio prosperará, quanto investimento será necessário e quais riscos existem", afirma.

Para atrair investidores em um mercado como esse, ela defende que é fundamental apresentar um plano de negócios sólido, com projeções claras de rentabilidade e argumentos consistentes que mostrem por que o projeto é viável e merece confiança.

"Investidores buscam lucro e retorno financeiro, não apenas paixão pelo projeto. O amor pelo negócio é de quem o lidera. Quem investe quer ver rentabilidade", destaca.

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Ainda assim, Bianca Coimbra diz que não é simples enfrentar as desigualdades quando uma mulher decide comandar o próprio negócio. Embora não relate episódios explícitos de machismo, ela afirma que o problema costuma se manifestar de maneira sutil.

"São questionamentos, confrontos ou dúvidas que talvez não acontecessem se fosse um homem em posição de liderança. Nunca temos certeza absoluta, mas sentimos. Quanto mais qualificada e embasada você está, mais força e autonomia tem para defender aquilo em que acredita", afirma.

Quando surgem obstáculos ou posturas que tentam diminuir, é necessário ter frieza, adaptação e seguir trabalhando para que as coisas aconteçam Bianca Coimbra, CEO e cofundadora da Lynv

O impacto da maternidade nos negócios

Além de conciliar a empresa com o trabalho de influenciadora, Bianca foi mãe aos 20 anos e entende como a maternidade impacta a carreira de mulheres que desejam empreender.

"Muitas vezes me questionei, como a maioria das mães, se a ausência em casa vale a pena. Existe uma cobrança social muito forte sobre a mulher que permanece no mercado de trabalho após se tornar mãe", reflete.

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Diante dessas dificuldades, Bianca resume o aprendizado que extraiu da própria trajetória e transforma a experiência em conselho para outras mulheres:

"O segredo que posso compartilhar é que a mulher precisa se priorizar, independentemente da maternidade, casamento ou qualquer outra circunstância. Os homens fazem isso desde sempre; precisamos fazer também", afirma.

No início da sua carreira na internet, Bianca chegou a ter um blog chamado "Mãe Jovem", e muitas das suas seguidoras a acompanham desde essa época.

"Sabemos que muitas mulheres optam pelo empreendedorismo ou pelo trabalho autônomo ao se tornarem mães por não se encaixarem no mercado formal. Mostrar o dia a dia, as dificuldades de conciliar ser empresária, mãe e mulher, e ter tantas seguidoras vivendo o mesmo processo é algo que me impulsiona", diz.

Nas redes, Bianca também divide os bastidores da própria trajetória como empreendedora. Em um dos posts no Instagram, ela resume sua filosofia em um lema: "Não tenham medo de serem vistas tentando. Tudo é ridículo até dar certo".

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"Muitas seguidoras cresceram junto comigo, e as que chegam agora encontram inspiração para entender que é possível. Não seremos perfeitas em tudo, mas é completamente possível que as mulheres se priorizem e corram atrás de seus objetivos", reflete.

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