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'Concessão é caso de Polícia Federal', diz vereador em depoimento à CPI do Dmae

Em novo depoimento à CPI do Dmae, que durou cerca de quatro horas, o vereador Gilvani Gringo (Republicanos) trouxe novas denúncias de corrupção no Departamento de Água e Esgotos (Dmae). Segundo ele, a votação da concessão de serviços da autarquia estaria sendo apressada propositalmente pela prefeitura. O vereador foi convocado a depor novamente após o não comparecimento de Agostinho Meirelles e Alexandre Garcia, denunciados como chefes de um esquema de corrupção no Dmae. Dentre as várias denúncias apresentadas, Gringo destacou a não execução de um dos contratos com a empresa SWL, assinado em 2024, no valor de R$ 21 milhões. De acordo com o parlamentar, cerca de 80% do serviço não foi entregue, e as etapas realizadas apresentaram irregularidades. O depoente acusou a empresa de não possuir licença ambiental para descarte de resíduos, que eram depositados nas proximidades do Dmae.

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Em novo depoimento à CPI do Dmae, que durou cerca de quatro horas, o vereador Gilvani Gringo (Republicanos) trouxe novas denúncias de corrupção no Departamento de Água e Esgotos (Dmae). Segundo ele, a votação da concessão de serviços da autarquia estaria sendo apressada propositalmente pela prefeitura. O vereador foi convocado a depor novamente após o não comparecimento de Agostinho Meirelles e Alexandre Garcia, denunciados como chefes de um esquema de corrupção no Dmae.

Dentre as várias denúncias apresentadas, Gringo destacou a não execução de um dos contratos com a empresa SWL, assinado em 2024, no valor de R$ 21 milhões. De acordo com o parlamentar, cerca de 80% do serviço não foi entregue, e as etapas realizadas apresentaram irregularidades. O depoente acusou a empresa de não possuir licença ambiental para descarte de resíduos, que eram depositados nas proximidades do Dmae.

Gringo também acusou o vereador Ramiro Rosário (Novo) de envolvimento em irregularidades na fiscalização da casa de bombas. Segundo a testemunha, o parlamentar do Novo teria indicado um servidor para atuar na área de fiscalização e tempos depois o mesmo indicado deixou o cargo para trabalhar em uma das empresas que realizava manutenções nos sistemas de proteção.

Em resposta às acusações, Rosário afirmou que a denúncia é completamente infundada. Segundo ele, essas especulações foram publicadas em veículos de imprensa em maio de 2024 e, desde então, nenhum inquérito foi aberto para investigar o caso. Ele explica que designou um funcionário para trabalhar na fiscalização, mas não sabia que ele havia deixado o cargo, visto que ir de instituições públicas para privadas, e vice-versa, é um movimento comum. “Não é nem um contrato da minha época, é um contrato que já existia antes”, esclareceu.

alguns vereadores solicitaram voz de prisão à Gringo por apresentar denúncias falsas sob juramento, o que não foi acatado pela presidente do colegiado, vereadora Natasha Ferreira (PT). Em entrevista à reportagem, o depoente afirmou que o intuito da CPI é cassar o seu mandato. “Aqui não é CPI do Dmae, essa CPI é estratégica, é para cortar a cabeça do Gringo. Se fosse uma CPI séria, eles teriam votado sim para dar sequência à CPI”, argumentou ele, fazendo referência à rejeição do requerimento que solicitava a prolongação dos trabalhos da comissão.

Na visão do relator da CPI, vereador Rafael Fleck (MDB), os depoimento de Gringo não agregaram em nada nas investigações, já que o depoente denuncia mas não apresenta provas e documentos concretos. “Ele (Gilvani Gringo) está tentando se defender para mudar o foco, mas não consegui descomprovar que é um corrupto confesso”, pontuou. Cabe a Fleck realizar o relatório que reunirá todas as informações levantadas pelo colegiado. O documento será lido na próxima segunda-feita (13) e votado na quinta-feira (16).

Dentre os elementos abordados no relatório, Fleck já adianta que será recomendada a cassação de Gringo à Comissão de Ética da Câmara Municipal. Sobre a possibilidade de perder seu mandato, Gringo afirmou que não tem medo e que seguirá com seu trabalho. “Não vendi minha prerrogativa.”

Na avaliação da vereadora Natasha, essa, que foi a última sessão do colegiado, foi a reunião mais tensa até o momento, já que as denúncias atingiram a atual gestão. De acordo com a vereadora, é possível que uma nova CPI seja proposta para a investigação de contratos ligados à prefeitura. Sobre a votação da concessão do Dmae, que deve ser votada até o fim de outubro, Natasha explica que a oposição discutirá cada detalhe. “Será uma guerra.”

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