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CPI do Dmae aprova convocação de Maurício Loss e mais cinco

Com acordo entre base e oposição, o cronograma final da CPI do Dmae foi definido na reunião desta segunda-feira (15). Serão convocados mais seis nomes, entre eles Maurício Loss, que chefiou o departamento durante as enchentes, Agostinho Meirelles, apontado como um dos possíveis chefes do esquema de corrupção no Dmae, e Gustavo Ferenci, ex-secretário de Transparência e Controladoria da Capital. O relatório final da comissão será votado no dia 16 de outubro. 

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Com acordo entre base e oposição, o cronograma final da CPI do Dmae foi definido na reunião desta segunda-feira (15). Serão convocados mais seis nomes, entre eles Maurício Loss, que chefiou o departamento durante as enchentes, Agostinho Meirelles, apontado como um dos possíveis chefes do esquema de corrupção no Dmae, e Gustavo Ferenci, ex-secretário de Transparência e Controladoria da Capital. O relatório final da comissão será votado no dia 16 de outubro. 

A convocação de novos depoentes gerou desentendimentos entre os componentes da CPI. Para alguns vereadores da base, os nomes apresentados pela oposição eram de caráter político e não possuíam ligação direta à temática do colegiado. Para a oposição, no entanto, a conduta da situação se configurou como obstrução dos trabalhos da CPI. Mesmo com a aprovação das novas testemunhas, alguns dos depoimentos solicitados pela oposição, como o do ex-prefeito Nelson Marchezan Junior (PSDB), não foram acolhidos.

Na avaliação da vereadora Natasha Ferreira (PT), presidente da CPI, a construção do calendário final foi um avanço significativo no andamento da CPI. "A aprovação deste calendário é uma vitória da oposição e da CPI, que agora terá a oportunidade de ouvir quem realmente precisa prestar contas sobre o desmonte do DMAE e os escândalos de corrupção que vieram à tona", pontuou. 

Para o vereador Rafael Fleck (MDB), relator do colegiado, chegou-se a um relatório possível e condizente com o mote da CPI. "Todo mundo que deve ser ouvido foi notificado a estar aqui. Mas o fato de convidar a pessoa para estar aqui não quer dizer que ela compareça." Fleck, no entanto, frisa que a comissão não produzirá nada que destoe do relatório feito pelo Ministério Público, que atesta que, com o amontoado de chuva registrado, nenhum tipo de sistema de proteção já existente seria capaz de controlar os efeitos dos alagamentos. "A CPI continua sendo uma CPI política", avaliou.

Na reunião, os vereadores também ouviram o depoimento do engenheiro Leomar Teichmann, que atuou como diretor-geral adjunto da autarquia entre 2019 e 2021. De acordo com Teichmann, o sistema de proteção contra cheias da Capital possuía falhas, já que "nunca foi concluído". O engenheiro, no entanto, rejeitou o uso dos termos "desmonte" e "sucateamento" do órgão. Além disso, criticou o extinto Departamento de Esgotos Pluviais (DEP), afirmando ainda que os serviços melhoraram quando foram assumidos pelo Dmae. Por fim, o ex-diretor adjunto defendeu que empresas privadas são mais eficientes no manejo dos serviços de água e esgotos. 

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