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Demitido do INSS culpa ministério por fila no órgão

O agora ex-presidente do INSS Gilberto Waller Junior, exonerado nesta segunda-feira (13), diz que o Ministério da Previdência deveria ser responsabilizado pelo tamanho da fila atual de beneficiários do órgão.

"Se for a fila, quem teria quer ser exonerado não era ninguém do INSS. A maioria dos que esperam há mais de 45 dias depende de perícia médica, que é de responsabilidade do ministério", disse ao Painel.

A fala é uma resposta ao Ministério da Previdência Social, que diz que a troca no comando do órgão vai "acelerar a análise de benefícios".

Waller discorda e afirma que quase zerou a fila das pessoas que esperam há mais de 45 dias por um benefício.

Segundo dados do INSS, a maior parte das pessoas nesta situação ainda depende de perícia médica, que é de responsabilidade do ministério. São mais de 821 mil pessoas.

Atualmente, 2,7 milhões de pessoas aguardam por um benefício. O presidente Lula prometeu zerar a fila ainda neste mandato, mas ainda sem sucesso.

Agora fora do órgão, Waller fez um balanço da gestão, disse que reduziu a fila desde quando chegou e que fez uma "limpeza" no órgão em meio às fraudes.

"Estou tranquilo, saio de consciência tranquila. Hoje, a fila é menor do que quando assumi, em abril de 2025, mesmo com aumento de requerimentos por mês. E deixo o órgão sem problemas no sistema", afirmou ao Painel.

Waller disse que o órgão bateu um recorde histórico de concessões num único mês, com 890 mil benefícios em março.

Além disso, no mesmo mês, foram concluídas as análises de 1,6 milhão de benefícios.

Como antecipou o Painel, Waller foi comunicado da demissão pelo secretário-executivo do ministério da Previdência, Felipe Cavalcante.

Nem o ministro, Wolney Queiroz (PDT-PE), nem o presidente Lula entraram em contato com ele. Apenas o advogado-geral da União, Jorge Messias, que o indicou no ano passado.

Em nota, o Ministério da Previdência afirmou que a redução da fila, em março, é reflexo do trabalho que vem sendo feito pela pasta e citou ações como mutirões, a contratação de 500 peritos, perícia por telemedicina e o novo Atestmed.

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