Agentes econômicos vão ajustar posições financeiras ao primeiro corte de juros no Brasil. O Copom (Comitê de Política Monetária) do Banco Central reduziu a taxa básica de juros Selic em 0,25 ponto percentual, de 15% para 14,75% ao ano, no primeiro corte desde maio de 2024. A decisão era a mais esperada pelos mercados, mas o comunicado da diretoria alertou que as incertezas econômicas aumentaram por causa da guerra no Oriente Médio. Diferentemente do comunicado anterior, dessa vez texto não sinalizou corte da taxa no próximo encontro do colegiado.
Chamou atenção no comunicado do Copom o peso maior dado ao cenário externo e, principalmente, a projeção de inflação em 3,3%. O impacto do choque de petróleo recente nas projeções foi limitado, inclusive em administrados, o que surpreendeu. Natalie Victal, economista chefe da SulAmérica Investimentos
Bolsa já estava fechada no momento do anúncio do Copom. Por isso, os negócios hoje vão repercutir já na abertura do pregão a decisão do Copom ontem. Na abertura, o Ibovespa registrava queda de 1,50%, para 176.953 pontos. Após uma hora e meia de pregão, às 11h30, o indicador caía 0,88% a 178.068 pontos.
Vale destacar que a projeção de inflação do modelo do Banco Central para o horizonte relevante passou de 3,2% para 3,3%, já incorporando um cenário de preços de petróleo mais elevados. Gustavo Rostelato, economista da Armor Capital
Ibovespa perde patamar dos 180 mil pontos. O principal índice de ações da Bolsa do Brasil B3 caiu 0,43%, a 179.640, influenciada negativamente pela manutenção dos juros nos Estados Unidos, especialmente pelos alertas feitos pelo presidente do Fed, Jerome Powell, sobre as incertezas econômicas geradas pela guerra no Oriente Médio.
Se no próximo encontro do Copom, o conflito seguir acirrado e o preço de petróleo pressionado, o Banco Central deve seguir com o ritmo de corte em 0,25 p.p. Se houver melhora, com o preço de petróleo voltando a cair para patamares anteriores ao conflito, eventualmente o Banco Central pode vir com corte de 0,50 ponto percentual. Rafael Cardoso, economista-chefe do Daycoval

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