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Drone para criança: 7 detalhes para os pais avaliarem antes de comprar

Drones conquistaram espaço como brinquedos tecnológicos e também ferramentas de aprendizado. Além de despertar a curiosidade das crianças, podem contribuir para o desenvolvimento de noções de física, coordenação motora e até programação. No entanto, a diversão deve vir acompanhada de cuidados importantes.

Um ponto fundamental é a escolha do ambiente certo. Há drones projetados para voar dentro de casa, com hélices protegidas e baixo peso, e modelos para áreas abertas, mais resistentes e com sensores avançados. Por isso, entender as diferenças ajuda a evitar acidentes e a garantir que a experiência seja segura e educativa.

 Divulgação/DJI Crianças podem se divertir e aprender com drones, mas os pais precisam avaliar recursos de segurança e entender a legislação brasileira antes da compra — Foto: Divulgação/DJI

No índice abaixo, confira os tópicos que serão abordados na matéria com os detalhes técnicos para observar na hora de comprar um drone para criança:

  1. Protetores de hélice
  2. Controle de altitude
  3. Retorno com uma tecla (Return to Home)
  4. Voos automáticos e modo pairar
  5. Construção robusta
  6. Modo sem cabeça (Headless)
  7. O que diz a lei do Brasil? Criança pode pilotar drone?
 Reprodução/Amazon Protetores de hélice reduzem riscos de acidentes e tornam os drones mais seguros para crianças em ambientes fechados ou abertos — Foto: Reprodução/Amazon

Os protetores de hélice são estruturas que cercam as pás do drone e reduzem o risco de ferimentos ou danos em objetos. Para crianças, essa é uma das funções mais importantes, já que o contato direto com as hélices pode causar cortes ou travar a rotação, provocando quedas. Em modelos voltados para iniciantes, o acessório costuma vir integrado ao corpo do aparelho.

Tal recurso também prolonga a vida útil do equipamento. Em ambientes internos, por exemplo, as hélices protegidas evitam que o drone se danifique ao bater em cortinas, móveis ou paredes. Dessa forma, o impacto da colisão é absorvido pelo protetor em vez de afetar diretamente o motor.

É verdade que a presença de protetores pode deixar o voo um pouco menos ágil, mas esse é um compromisso aceitável em troca de segurança. Para uso doméstico, os pais devem priorizar drones com esse item, especialmente nas primeiras experiências da criança com a pilotagem.

 Divulgação/DJI O controle automático de altitude mantém o drone estável, facilitando o voo de iniciantes e reduzindo quedas bruscas — Foto: Divulgação/DJI

O controle de altitude mantém o drone estável em uma determinada altura, sem que o operador precise ajustar continuamente a aceleração. Essa função é bastante útil para iniciantes, já que permite que a criança se concentre nos movimentos laterais e na direção. Em drones simples, tal recurso costuma usar sensores barométricos ou ópticos.

Em casa, esse recurso ajuda a evitar que o drone suba até o teto ou caia bruscamente. Já em áreas abertas, o controle reduz as chances de perda de estabilidade, oferecendo maior segurança tanto para o operador quanto para quem está por perto.

Mesmo sendo um auxílio importante, o controle de altitude possui limitações. Ambientes com vento forte ou pouca iluminação podem comprometer o funcionamento dos sensores. Por isso, é importante verificar no manual em quais condições o recurso opera melhor e garantir que os voos sejam supervisionados.

 Reprodução/Freepik A função de retorno automático permite que o drone volte ao ponto de partida com apenas um comando — Foto: Reprodução/Freepik

A função de retorno com uma tecla, conhecida como Return to Home, faz o drone voltar para o ponto de partida quando é acionada. Tal recurso também é ativado automaticamente em alguns modelos quando a bateria está fraca ou o sinal de controle é perdido. Para crianças, é uma forma prática de reduzir o risco de perder o equipamento.

O mais interessante é quando o recurso permite configurar a altura de retorno. Assim, o drone pode evitar obstáculos como árvores e postes ao executar a manobra. Testar esse modo em um campo aberto antes de liberar para a criança é fundamental, já que cada fabricante pode adotar ajustes diferentes.

Em situações comuns, como um voo em parque ou quintal, o retorno com uma tecla pode salvar o aparelho de acidentes e facilitar o aprendizado. Ele oferece mais confiança tanto para a criança quanto para os pais.

4. Voos automáticos e o modo pairar

 Reprodução/Zangão/Pexels O modo pairar mantém o drone estável no ar, reduzindo riscos de acidentes e facilitando o aprendizado — Foto: Reprodução/Zangão/Pexels

Os voos automáticos são funções que ajudam a manter o drone estável sem intervenção constante do operador. O destaque é o modo pairar, que permite ao equipamento se manter parado no ar, ajustando posição e altitude de forma contínua. Isso evita quedas e dá mais tempo para o iniciante praticar os comandos básicos.

A tecnologia usa sensores variados, como GPS, barômetro ou sistemas ópticos. Para ambientes internos, os fabricantes geralmente apostam em sensores ultrassônicos, que funcionam em curta distância. Já ao ar livre, o GPS garante maior precisão. É importante que os pais confirmem quais tecnologias estão presentes no modelo escolhido.

O modo pairar é especialmente útil no aprendizado inicial. Com ele, a criança consegue experimentar giros e movimentos simples sem se preocupar em manter o aparelho equilibrado. Esse recurso reduz frustrações e acidentes nos primeiros voos.

 Divulgação/DJI Drones para crianças precisam ser resistentes, já que quedas e colisões são inevitáveis nos primeiros voos — Foto: Divulgação/DJI

Um ponto inevitável no uso de drones é a queda. Por isso, a construção do aparelho deve ser resistente. Modelos para iniciantes normalmente são feitos de plástico ABS ou policarbonato, materiais leves e flexíveis, que suportam impactos comuns. Já drones mais avançados podem usar fibra de carbono ou alumínio, que oferecem desempenho melhor, porém menos tolerância a choques.

É importante também observar se o design é modular. Drones com peças removíveis permitem a troca rápida de hélices ou braços danificados, reduzindo custos de manutenção. Em modelos de entrada, esse fator costuma fazer bastante diferença a longo prazo.

No dia a dia, uma construção robusta garante que pequenos acidentes não encerrem a diversão. Quedas em superfícies duras, como piso ou calçada, podem ser absorvidas com menos danos em drones bem projetados para suportar esse tipo de uso.

 Reprodução/Freepik O modo sem cabeça facilita o controle, já que os comandos não dependem da posição frontal do drone — Foto: Reprodução/Freepik

O modo sem cabeça, ou headless, simplifica os comandos do drone. Com ele, a direção de voo se adapta ao ponto de vista do piloto: para frente sempre será em relação ao operador, independentemente de como o drone está posicionado. Tal função facilita a vida de quem ainda não domina a noção espacial.

Apesar da praticidade, o modo sem cabeça depende de uma calibração correta. Em locais com interferência de sinal, a precisão pode ser prejudicada. Por isso, a recomendação é usá-lo como apoio nos primeiros voos, mas incentivar o aprendizado do controle convencional com o tempo. Para crianças, o recurso funciona como um degrau de aprendizado. Ele ajuda a evitar confusão e amplia a confiança inicial, mas não deve substituir a prática de manobras em modo normal.

7. O que diz a lei do Brasil? Criança pode pilotar drone?

A legislação brasileira trata os drones como aeronaves não tripuladas. Para a regulamentação, cada órgão cuida de um detalhe: a ANAC define que modelos com até 250 gramas não precisam de cadastro, mas aparelhos mais pesados exigem registro. Já o DECEA controla a autorização para voos em áreas específicas, enquanto a ANATEL trata da homologação dos controles remotos. O Inmetro, por sua vez, classifica se um drone pode ser considerado brinquedo.

Um ponto importante a observar é que, quando for necessário, os cadastros e autorizações devem ser feitos por maiores de 18 anos. Na prática, isso significa que crianças podem operar drones apenas sob supervisão e responsabilidade de um adulto. Cabe aos pais garantir que o equipamento esteja regularizado sempre que as condições exigirem.

Para uso recreativo em ambientes abertos, o limite é de 120 metros de altura e sempre com o drone dentro do campo visual do operador. Se o uso for comercial ou acima desse limite, as exigências aumentam, incluindo seguro e documentação técnica.

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