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Eduardo Bolsonaro quer apaziguar situação que fez vice-prefeito de Porto Alegre deixar o PL

Um nome de peso do Partido Liberal (PL) irá atuar para serenar o ambiente dentro da sigla após o recente anúncio do vice-prefeito de Porto Alegre, Ricardo Gomes, que resolveu não concorrer às próximas eleições municipais e se desfiliar do PL. O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL) afirma que agirá nos bastidores para tentar apaziguar a situação.

Entre os motivos que levaram à decisão de Gomes está o fato de a direção nacional dos liberais ter nomeado uma nova comissão executiva para tratar das eleições municipais, algo que estava sendo realizado pelo vice-prefeito. O deputado federal Luciano Zucco (PL) irá presidir o partido em Porto Alegre e existe a perspectiva de que a sigla lance candidato próprio à prefeitura.

Questionado pela reportagem do Jornal do Comércio se preferiria uma candidatura própria ou o apoio à chapa encabeçada pelo atual prefeito Sebastião Melo (MDB) já no primeiro turno, Eduardo pediu desculpas por “dar uma resposta um tanto política”, conforme ele. “O meu local é São Paulo, eu não me sinto à vontade de apitar qualquer decisão no Rio Grande do Sul”, ressalta.

Apesar disso, ele enfatiza que tanto Gomes como Zucco são pessoas excelentes e fez uma advertência. “O nosso principal inimigo é o PT e, certamente, não só o PT como o pessoal da esquerda e que torce contra o (Jair) Bolsonaro fica muito feliz ao ver essas disputas internas virem a público”, argumenta.

Sobre a possibilidade de uma eventual candidatura de Zucco à prefeitura de Porto Alegre representar uma divisão da direita e favorecer os adversários do campo da esquerda, Eduardo diz que não ouviu ainda se o deputado gaúcho irá postular ao cargo de prefeito. Ele assinala que pretende conversar com Zucco sobre esse assunto, se ele desejar esse diálogo. Porém, o filho de Jair Bolsonaro ressalta que, se Melo for realmente o candidato que fará frente ao PT, não vê problemas em apoiar o atual prefeito.

Quanto a uma possível prisão do seu pai, o parlamentar comenta que essa hipótese, “na loucura que a gente está vivendo, é totalmente plausível”. Ele acrescenta que está se buscando ajuda em outros países, “porque a gente já não vê muita esperança na justiça aqui dentro”. Indagado se poderia disputar a eleição à presidente da República em 2026, Eduardo afirma que seu candidato é Jair Bolsonaro e frisa que acredita que é possível reverter a inelegibilidade do ex-presidente no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), devido às mudanças que ocorrerão nos nomes que compõem essa instância jurídica.

O deputado federal participou neste sábado (16) do Fórum Filhos e Pais, realizado no salão Rio Grande do Ritter Hotel, em Porto Alegre. O evento foi uma iniciativa da Frente Conservadora e do Instituto Brasil Democracia, com o objetivo debater os princípios e valores conservadores. Eduardo foi recebido pelas mais de 600 pessoas que acompanhavam o evento (de acordo com estimativas da organização) com os gritos de “mito, mito”, como usualmente é chamado o seu pai entre seus apoiadores.

Também presente no encontro, o vice-prefeito da Capital informa que, até a próxima eleição municipal, não deverá se filiar a qualquer sigla. “Vou me preparar para 2026 e no momento certo vou tomar uma decisão partidária”, afirma Gomes. Por sua vez, o ex-ministro-chefe da Casa Civil Onyz Lorenzoni (PL) lamentou muito a saída do vice-prefeito do partido. Ele ressalta que o PL tinha uma posição firmada, com apoio da direção estadual, anunciada publicamente em dezembro do ano passado em apoio à candidatura de Melo e Gomes. O ex-ministro revela que na segunda-feira (18) irá a Brasília para conversar sobre o assunto com o presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto.

Entretanto, se houver uma disputa nas próximas eleições entre o atual prefeito e algum nome do PL, Onyx já fez a sua escolha. "Eu sou um homem de uma palavra só, eu estarei do lado do prefeito Sebastião Melo em qualquer circunstância", garante.

Já o deputado estadual Rodrigo Lorenzoni, líder da bancada do PL na Assembleia Legislativa, assinala que respeita as decisões do seu partido, porém acredita que o melhor projeto para Porto Alegre é o liderado por Sebastião Melo. "O partido vai ter que decidir em Porto Alegre se ele cumpre ou não o acordo institucional que foi feito em dezembro do ano passado", defende. Rodrigo adianta que quer tentar construir internamente a possibilidade de o partido apoiar Melo. Contudo, se PL e MDB lançarem candidaturas próprias, Rodrigo não vê empecilhos para uma aliança em um segundo turno, confirmando-se a chegada do PT nessa fase da disputa.

Para o ex-ministro da Cidadania Osmar Terra (MDB) haverá a sabedoria necessária para que se forme as alianças entre os partidos que estão dentro do mesmo campo ideológico. "Tem que saber identificar pela história, pela postura, pelo discurso, pela coragem de se posicionar quem está do mesmo lado e com isso, quem sabe no futuro, construir um partido ainda maior", conclui.

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