Após quase um mês de audiências, a rodada de assembleias públicas do Orçamento Participativo (OP) de 2025 chegou ao fim nesta semana. Foram 17 encontros regionais e 6 temáticos, com registro de mais de 18 mil participantes, segundo maior público desde 2011. A última assembleia do ciclo ocorreu na região das Ilhas, bairro de Porto Alegre que segue sendo duramente atingido por inundações. Além de apresentar demandas, os participantes de cada região elegem seus conselheiros, que compõem o Conselho do Orçamento Participativo, e quatro temáticas que englobam as principais reivindicações locais. Neste ano, a educação foi a temática mais escolhida, sendo a necessidade principal de quatro regiões. Em seguida, figuram esporte e lazer e cultura, ambas escolhidas por três regiões cada. Saúde e saneamento básico, com ênfase em canalização cloacal, foram elencados como prioridades por duas regiões cada. Assistência social, Pavimentação e Saneamento básico para rede pluvial foram destaque de uma região. Em 2023, último ano em que as assembleias foram realizadas, a prioridade mais mencionada foi habitação. LEIA TAMBÉM: Divergências sobre Plano Diretor de Porto Alegre repercutem no Legislativo Das 17 regiões, a Restinga recebeu o maior número de participantes, com mais de 2 mil cadastrados. Fecham o ranking de maior participação as regiões Eixo Baltazar, com 1,4 mil presentes, e Leste, que registrou 1,2 mil pessoas. De acordo com o secretário Cassio Trogildo, responsável pela secretaria de Governança Cidadã e Desenvolvimento Rural, a expressiva participação popular foi uma certa surpresa, visto que este é um ano de retomada do processo. “É uma confirmação de que a população está cada vez mais voltando a acreditar no Orçamento Participativo”, avaliou. Nas assembleias, além das discussões do OP, a prefeitura montou locais de vacinação contra a gripe e de atendimento do Procon, algo que, segundo Trogildo, trouxe um retorno muito positivo. Além das demandas a serem oficializadas no processo do Orçamento Participativo, a prefeitura planeja realizar reuniões com lideranças de cada região, buscando solucionar solicitações mais pontuais. Até o momento, o prefeito Sebastião Melo (MDB) já conversou com representantes do Partenon e da Glória. Na visão de Felisbeto Luisi, conselheiro do Orçamento Participativo, a rodada de assembleias do ciclo de 2025 confirmou a vontade pública de participar da discussão sobre o orçamento municipal, ainda que os recursos direcionados ao funcionamento do mecanismo sejam insuficientes. Na última edição do OP, a prefeitura destinou R$ 24 milhões às demandas populares. Neste ano, a previsão é de que o repasse siga na faixa dos R$ 20 milhões. Ainda que a organização e o engajamento nas audiências sejam um ponto a se comemorar, Luisi destaca que a possibilidade de participação em qualquer assembleia, não apenas na que corresponde à região em que mora, é algo que descaracteriza o OP. “Isso contamina o processo”, pontuou. De acordo com a percepção do conselheiro, muitas regiões têm optado por enviar demandas menos onerosas, como realização de atividades culturais e oficinas, para que algo solicitado seja, de fato, realizado. De acordo com a secretaria de Governança Cidadã e Desenvolvimento Rural, foram entregues 40% das demandas do Orçamento Participativo solicitadas a partir de 2022.
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Após quase um mês de audiências, a rodada de assembleias públicas do Orçamento Participativo (OP) de 2025 chegou ao fim nesta semana. Foram 17 encontros regionais e 6 temáticos, com registro de mais de 18 mil participantes, segundo maior público desde 2011. A última assembleia do ciclo ocorreu na região das Ilhas, bairro de Porto Alegre que segue sendo duramente atingido por inundações.
Além de apresentar demandas, os participantes de cada região elegem seus conselheiros, que compõem o Conselho do Orçamento Participativo, e quatro temáticas que englobam as principais reivindicações locais. Neste ano, a educação foi a temática mais escolhida, sendo a necessidade principal de quatro regiões. Em seguida, figuram esporte e lazer e cultura, ambas escolhidas por três regiões cada. Saúde e saneamento básico, com ênfase em canalização cloacal, foram elencados como prioridades por duas regiões cada. Assistência social, Pavimentação e Saneamento básico para rede pluvial foram destaque de uma região. Em 2023, último ano em que as assembleias foram realizadas, a prioridade mais mencionada foi habitação.
Das 17 regiões, a Restinga recebeu o maior número de participantes, com mais de 2 mil cadastrados. Fecham o ranking de maior participação as regiões Eixo Baltazar, com 1,4 mil presentes, e Leste, que registrou 1,2 mil pessoas.
De acordo com o secretário Cassio Trogildo, responsável pela secretaria de Governança Cidadã e Desenvolvimento Rural, a expressiva participação popular foi uma certa surpresa, visto que este é um ano de retomada do processo. “É uma confirmação de que a população está cada vez mais voltando a acreditar no Orçamento Participativo”, avaliou. Nas assembleias, além das discussões do OP, a prefeitura montou locais de vacinação contra a gripe e de atendimento do Procon, algo que, segundo Trogildo, trouxe um retorno muito positivo.
Além das demandas a serem oficializadas no processo do Orçamento Participativo, a prefeitura planeja realizar reuniões com lideranças de cada região, buscando solucionar solicitações mais pontuais. Até o momento, o prefeito Sebastião Melo (MDB) já conversou com representantes do Partenon e da Glória.
Na visão de Felisbeto Luisi, conselheiro do Orçamento Participativo, a rodada de assembleias do ciclo de 2025 confirmou a vontade pública de participar da discussão sobre o orçamento municipal, ainda que os recursos direcionados ao funcionamento do mecanismo sejam insuficientes. Na última edição do OP, a prefeitura destinou R$ 24 milhões às demandas populares. Neste ano, a previsão é de que o repasse siga na faixa dos R$ 20 milhões.
Ainda que a organização e o engajamento nas audiências sejam um ponto a se comemorar, Luisi destaca que a possibilidade de participação em qualquer assembleia, não apenas na que corresponde à região em que mora, é algo que descaracteriza o OP. “Isso contamina o processo”, pontuou.
De acordo com a percepção do conselheiro, muitas regiões têm optado por enviar demandas menos onerosas, como realização de atividades culturais e oficinas, para que algo solicitado seja, de fato, realizado. De acordo com a secretaria de Governança Cidadã e Desenvolvimento Rural, foram entregues 40% das demandas do Orçamento Participativo solicitadas a partir de 2022.

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