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Elden Ring Nightreign: tudo sobre gameplay e mais novidades no beta fechado

Elden Ring Nightreign é um novo jogo da franquia da From Software que coloca os jogadores em partidas multiplayer cooperativas para três pessoas cujo objetivo é sobreviver a um ciclo de três dias para derrotar um chefe, chamado de Senhor da Noite. O título, que é vendido à parte, mistura elementos de gêneros populares como roguelite e battle royale, caracterizando-se pela obtenção de recompensas, que deixam os personagens mais fortes em partidas posteriores, e por um cenário aberto que fica progressivamente mais delimitado por um círculo de fogo, conforme a chegada da noite.

Na prática, Nightreign reimagina o design básico de gameplay do Elden Ring original, tratando-se de um jogo muito mais ágil e em que os jogadores devem derrotar inimigos para subir de nível, ganhar recompensas e se equipar até o momento de enfrentar os chefes de cada noite, que são os principais desafios. O TechTudo teve a oportunidade de experimentar o Teste de Rede fechado de Elden Ring Nightreign no PlayStation 5 (PS5) e conta, a seguir, as impressões completas. Vale lembrar que o jogo completo chega em 30 de maio, também com versões para PC, PlayStation 4 (PS4), Xbox Series X, Xbox Series S e Xbox One a partir de R$ 197,90. Confira:

 Reprodução/Bandai Namco Elden Ring Nightreign é novo jogo cooperativo baseado no popular RPG de ação da From Software — Foto: Reprodução/Bandai Namco

Premissa básica e diferenças em relação ao Elden Ring

É possível dizer que Elden Ring Nightreign é uma mistura de tudo o que a FromSoftware já produziu ao longo dos últimos anos. Em vez de criar um personagem do zero, o jogo traz “classes” pré-definidas e que têm à disposição uma habilidade passiva, uma habilidade utilizável e um supremo. Apenas quatro estavam disponíveis no teste: Wylder, Guardian, Duchess e Recluse.

A primeira tratava-se de um guerreiro mais balanceado, com espada e escudo, e que também era capaz de utilizar um gancho estilo Sekiro: Shadows Die Twice para se locomover e atacar inimigos. O segundo era um homem-águia que atuava como um tanque, sendo capaz também de criar ciclones e uma área de proteção. A terceira já era a personagem mais ágil, capaz de realizar esquivas sucessivas, estilo Bloodborne, além de se ocultar e até mesmo retroceder alguns segundos no tempo para repetir instâncias de dano nos adversários.

Por fim, a quarta é a classe de magia, capaz de reunir elementos para criar combinações de feitiços e prover suporte para equipe, com cura e regeneração de mana. A ideia é roubar os elementos que forem aplicados aos inimigos, na tentativa de manipular as combinações e criar os feitiços pretendidos, que podem ser tanto ofensivos quanto defensivos. É sem dúvidas a classe mais difícil de jogar, mas a mais divertida e inventiva na mesma proporção — lembrando brevemente o conceito do Invoker, de DotA 2.

 Divulgação/Bandai Namco A classe Recluse, de Elden Ring Nightreign, é capaz de misturar elementos para conjurar uma variedade de feitiços — Foto: Divulgação/Bandai Namco

Embora as classes tenham uma receita básica, os jogadores têm liberdade para equipá-las com as armas e equipamentos que forem encontrados durante a partida, sem restrições. Claro, existem aqueles itens que fazem mais sentido para a sua classe e papel na partida, mas o jogo tem bastante margem para experimentação. Além disso, as armas costumam ter bônus passivos que, mesmo que elas não estejam sendo utilizadas ativamente, ainda colaboram para fortalecer os personagens só de estarem sendo carregadas.

A partida começa no melhor estilo battle royale, com os jogadores escolhendo um lugar para cair no mapa. Como cada dia tem cerca de quinze minutos, é preciso escolher com cuidado os pontos de interesse que pretende visitar para, então, eliminar chefes e se equipar o mais rápido possível, antes da chegada da noite. Isso coloca o jogador de frente a várias versões de inimigos reconhecíveis da série Souls, como se fosse uma amálgama de tudo que a desenvolvedora já apresentou.

O cenário não é particularmente grande, e os personagens são bastante ágeis para atravessá-lo sem complicações. Para isso, é possível contar com corridas e pulos sobre paredes, que permitem superar obstáculos com muita facilidade. Além disso, outra mudança fundamental é que não existe dano por queda, que é sem dúvidas um dos maiores traumas dos jogadores de Dark Souls e Elden Ring. Tudo isso já colabora para deixar o jogo com um ritmo muito diferente.

 Divulgação/Bandai Namco No terceiro e último dia em Elden Ring Nightreign, os jogadores enfrentam um dos Senhores da Noite — Foto: Divulgação/Bandai Namco

A comunicação é fundamental

Para tirar mais proveito de cada partida, o ideal é que o grupo de jogadores esteja constantemente em comunicação. Uma vez que se entende o funcionamento da partida e a localização de inimigos-chave, é possível otimizar o seu tempo e se dirigir rapidamente aos pontos que podem ter as melhores recompensas para o grupo. Isso inclui castelos, acampamentos, pequenos calabouços e mais. Além disso, uma equipe em sinergia é capaz de executar combos interessantes, especialmente com a habilidade da Duchess de retroceder os inimigos e reaplicar o dano causado nos últimos dois segundos.

Quando se está jogando com desconhecidos, é comum que cada um se dirija para pontos diferentes do cenário, de maneira desordenada, quase como se fosse cada um por si. Só depois, quando o círculo de fogo se fecha, que o grupo se reúne para enfrentar um chefe. Já quando se joga com amigos, é possível alinhar planos com mais facilidade, trocar itens e colaborar ativamente, deixando a experiência muito mais satisfatória e aumentando as chances de êxito.

Os testes foram feitos com o jogo no Modo de Desempenho, para garantir uma taxa de quadros mais estável, mas ainda assim foi possível notar quedas em momentos de muita ação. Eu tenho bastante tolerância com oscilações de taxas de quadros, mas é natural que alguns jogadores sintam desconforto. Por se tratar de um jogo ainda em desenvolvimento, é capaz que ele ainda passe por otimizações para que a versão completa entregue uma experiência mais fluida.

Visualmente falando, o jogo é muito próximo daquilo que foi apresentado no próprio Elden Ring — afinal de contas, seus modelos, efeitos, animações e muitos outros recursos foram reaproveitados. Isso significa que esse também é um jogo que chama mais atenção pela sua direção artística, e não necessariamente pela qualidade dos seus gráficos. Os chefes e cenários têm designs muito chamativos, e o próprio círculo de fogo, que se fecha gradativamente, traz um ar místico muito interessante à ambientação.

 Divulgação/Bandai Namco Elden Ring Nightreign traz uma proposta de gameplay diferente em relação ao GOTY de 2022 — Foto: Divulgação/Bandai Namco

Mesmo para quem não está habituado aos jogos soulslike, Elden Ring Nightreign promete ser uma divertida porta de entrada. O desafio, característico do gênero, ainda marca presença, mas o fator cooperativo deixa seu mundo menos intimidador e facilita o aprendizado. A jogabilidade mais ágil também é um ponto positivo e que torna o minuto a minuto do título muito satisfatório, conforme seu personagem fica progressivamente mais forte. É natural se sentir perdido no início, mas, ao fim da primeira partida, já é possível ter uma noção do que vale ou não a pena fazer, deixando as tomadas de decisão mais confortáveis.

Ainda não está claro o tanto de conteúdo que Nightreign terá, e o preço de lançamento pode ser algo que espante os jogadores à primeira vista. A desenvolvedora já garantiu que ele não se trata de um jogo-serviço e que não haverá passes de batalha ou microtransações, ainda que a plataforma Steam já tenha revelado, antes da hora, que há planos para pelo menos um DLC com novas classes e chefes no segundo semestre de 2025.

De maneira geral, o contato com o jogo foi satisfatório e despertou a curiosidade. Sem dúvidas, a experiência é muito mais satisfatória com amigos, então considere jogar se tiver mais pessoas para se divertir em multiplayer. Além disso, é importante não esperar um nível de exploração e sentimento de descoberta equivalente ao Elden Ring original: a ideia é ser algo mais direto ao ponto, em que cada inimigo e local cumpre o propósito de fortalecer seu personagem.

De maneira acertada, Elden Ring Nightreign também reaproveita recursos de jogos anteriores para oferecer uma experiência completamente inédita no catálogo da desenvolvedora. Essa é uma prática que permite ciclos de desenvolvimento mais saudáveis, tendo em vista que novos jogos da indústria triplo-A têm demorado de cinco anos para mais até ficarem prontos — algo que tem se provado insustentável a cada nova geração de consoles, com centenas de trabalhadores perdendo seus empregos caso as expectativas de vendas não sejam atendidas.

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