1 dia atrás 9

Em ata, Copom fecha espaços para cortes de juros; analistas mantêm pé atrás

Juros curtos "fecham", longos "abrem"

Essa percepção está sendo suportada pelo movimento das curvas de juros futuros. Como se diz no mercado, os ramos curtos (com vencimentos até início de 2027) "fecharam", ou seja, convergiram para a taxa Selic projetada no Boletim Focus, enquanto os ramos longos (para além de 2029) "abriram", negociando juros próximos a 15% ao ano.

A mensagem transmitida, numa tentativa de tradução do "coponês" — o idioma usado pelo Copom para se comunicar com os iniciados — para o português das ruas pode ser descrita mais ou menos como a seguinte:

"A inflação em prazo mais curto está mesmo em alta, mas, calma, pessoal, o ambiente e o cenário estão muito confusos e incertos, tem choque de oferta atuando e outros ameaçando na frente, decisão mais dura sobre juros hoje lá no futuro pode dar inflação abaixo do centro da meta por um bom período, melhor não correr esse risco. Vamos então dar uma enrolada aqui e suspender o ciclo de cortes da Selic no próximo Copom, em agosto, ok?"

Novidades na política de juros

Do ponto de vista mais estrutural, em relação ao ambiente econômico, o Copom reafirmou na ata sua visão de que o cenário de convergência da inflação à meta ficou mais complicado. Mas, de outro lado, ponderou que os juros estão muito elevados há bastante tempo, e que, com isso, bem ou mal, a política de juros acabou impondo freios à atividade econômica, ajudando a aliviar pressões inflacionárias.

Leia o artigo inteiro

Do Twitter

Comentários

Aproveite ao máximo as notícias fazendo login
Entrar Registro