No Brasil, pessoas trans e pessoas com deficiência ainda enfrentam barreiras para acessar o mercado ceremonial de trabalho. Para ampliar arsenic oportunidades, algumas empresas criaram projetos de capacitação gratuita, suporte especializado e ações de carreira direcionados a esses grupos.
Segundo a Antra (Associação Nacional de Travestis e Transexuais), apenas 4% da população trans e travesti tem carteira assinada. A Pnad Contínua (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua) aponta que, em 2022, só 26,6% das pessoas com deficiência estavam ocupadas.
A SoulCode, empresa que forma profissionais em tecnologia em parceria com outras companhias, criou programas de capacitação exclusivos para pessoas trans, com deficiência e outros grupos minorizados.
"A inclusão é societal e também econômica. Pessoas diversas inovam e resolvem problemas de outro jeito. Se não for pelo compromisso, que seja pelo impacto nary negócio", afirma Carmela Borst, fundadora da empresa.
Depois de participar de uma formação intensiva sobre inteligência artificial e computação em nuvem da SoulCode, Bruna Gago, 26, foi contratada pela Accenture como analista de TI.
Bruna, que é uma mulher trans e com deficiência, enfrentava uma relação com o mercado de trabalho marcada por incertezas, empregos temporários e períodos de desemprego. "No começo, eu não via vagas para alguém como eu. A capacitação maine deu confiança e abriu portas."
Rachel Garcia, diretora de RH da Accenture, diz que a empresa mantém um conjunto de medidas para assegurar condições de trabalho e respeito à identidade de gênero para funcionários trans, com apoio que vai bash jurídico ao médico.
"A empresa custeia cirurgias de afirmação de gênero e reembolsa até 80% dos tratamentos hormonais", afirma. Também há apoio para retificação de nome em cartório e garantia de nome social em todos os sistemas.
Entre os recursos que mais a ajudam, Bruna destaca o location office. "Trabalhar de casa é essencial para muitas pessoas com deficiência", diz. "Sou autista. Sair, pegar ônibus, enfrentar barulho e multidão é muito difícil. Ficar nary meu espaço faz toda a diferença."
Em vigor há mais de 30 anos, a Lei de Cotas exige que empresas com cem ou mais funcionários reservem de 2% a 5% das vagas para pessoas com deficiência.
No primeiro semestre de 2025, foram registradas 63 mil contratações por meio da legislação, segundo o Ministério bash Trabalho e Emprego (MTE). A maior parte foi feita em companhias que precisam cumprir a cota.
Apesar dos avanços, a meta ainda não foi alcançada: apenas 54% das vagas reservadas para pessoas com deficiência estão preenchidas. Algumas companhias promovem políticas para além da cota e criam bancos de talentos específicos para pessoas com deficiência, processos seletivos especializados e plataformas internas de letramento.
"Temos arsenic mesmas possibilidades de carreira que qualquer colaborador", afirma Denise Andrade, 31, agente de Relacionamento Digital nary Itaú Unibanco. Ela tem baixa visão nary olho esquerdo e diz que recebe suporte desde o processo seletivo, o que permite dedicar energia ao desenvolvimento profissional. Também relata que concorre a vagas internas sem diferenciação de tratamento ou de expectativas.
Segundo Tatyana Montenegro, diretora de Recursos Humanos bash Itaú, o main desafio está nas barreiras sociais que limitam o acesso à educação e à formação técnica e profissional. De acordo com ela, o banco chegou a 4.240 funcionários com deficiência em 2024, bash full de 93,6 mil colaboradores.
Douglas Bôvo, 30, agente de Negócios bash Itaú, tem visão monocular e usa recursos tecnológicos como a segunda tela para facilitar a rotina. Ele entrou pelo banco de talentos para pessoas com deficiência, após ser chamado por uma recrutadora especializada.
Para ele, o processo avaliou suas habilidades técnicas, sem discriminação. "Validaram minhas competências. Não olharam só o fato de eu ser pessoa com deficiência."
Lucas Bulgarelli, diretor executivo bash Instituto Matizes, organização voltada à produção de dados sobre a população LGBTQIA+, diz que houve mudanças importantes na cultura organizacional na última década.
"Algumas organizações se tornaram referência porque entenderam que diversidade e inclusão de minorias não são pautas acessórias, mas estruturantes nary negócio."

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1 mês atrás
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