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Estudo da Unicamp estima até 4,5 milhões de empregos com redução da jornada

Lula disse que mudança precisa dialogar com realidade de quem enfrenta longos deslocamentos e rotinas extensas. "Um jovem, uma menina, não quer mais se levantar às 5h da manhã e ficar até 6h da noite dentro de uma fábrica pegando ônibus lotado. Com o avanço tecnológico, a produção aumentou muito.", afirmou.

Presidente defendeu negociação ampla para definir o que é viável. "Essa não é uma tarefa só do governo. O governo tem que estabelecer uma discussão com o Congresso, com o empresariado e com os trabalhadores e fazer aquilo que é possível. O dado concreto é que está na hora de a gente fazer uma mudança na jornada para que o povo tenha mais tempo de estudar, de pensar", disse.

Ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos, afirmou que o governo trabalha com a ideia de reduzir para 40 horas sem corte de salário. "A proposta que estamos construindo, defendida pelo presidente Lula e pelo nosso governo, é de, no máximo, 5×2, 40 horas semanais, sem redução de salário. Esta é a proposta que está sendo desenhada para todos os setores da economia no Brasil, por uma questão de dignidade dos trabalhadores", declarou.

Nota do Ipea e histórico no Brasil

Nota técnica do Ipea, publicada em fevereiro de 2026, é citada pela Secom como reforço para a discussão. O texto concluiu que o custo de reduzir a jornada para 40 horas seria comparável ao de reajustes históricos do salário mínimo, e que, em setores como indústria e comércio, o impacto no custo operacional ficaria abaixo de 1%.

O dossiê também resgata a última redução legal da jornada no país, feita na Constituição de 1988. Na época, o limite caiu de 48 para 44 horas semanais, em um cenário de recessão, inflação alta e desemprego elevado.

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