Publicado 17.10.2023 21:45 Atualizado 17.10.2023 22:41
EUA evitam tomar partido entre versões sobre ataque a hospital
O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, condenou o bombardeio ao hospital al-Ahli na Faixa de Gaza nesta 3ª feira (17.out.2023). O democrata, entretanto, não atribuiu a responsabilidade a nenhum grupo específico. Israel, Hamas e Jihad Islâmica têm se acusado mutuamente pela autoria do ataque com foguete que resultou na morte de ao menos 500 pessoas.
Em comunicado emitido pela Casa Branca, o presidente dos EUA disse que teve conversas com o Rei Abdullah II da Jordânia e o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu. Além disso, afirmou ter instruído sua equipe de segurança nacional a coletar informações detalhadas sobre o incidente para “entender exatamente o que aconteceu”.
“Estou indignado e profundamente entristecido com a explosão no hospital al Ahli Arab em Gaza e a terrível perda de vidas que resultou. […] Os Estados Unidos se posicionam de forma inabalável na proteção da vida civil durante conflitos, e lamentamos profundamente as vidas perdidas ou feridas neste trágico incidente, incluindo pacientes, profissionais de saúde e outros inocentes”, declarou o norte-americano.
Segundo, as Forças de Defesa de Israel, o foguete que atingiu o hospital nesta 3ª (17.out) foi disparado pela Jihad Islâmica, grupo armado que atua dentro de Gaza. A entidade afirma que organizações terroristas na região “frequentemente” posicionam suas bases de lançamento e postos em áreas civis, “expondo-os ao risco de disparos acidentais, o que tem sido uma tendência perigosa nos conflitos recentes”.
Segundo a agência Reuters, um o porta-voz da Jihad Islâmica negou a autoria do ataque e chamou as acusações de “mentira” e “invenção”.
“Isso é uma mentira e uma fabricação, está completamente incorreto. A ocupação está tentando encobrir o horrendo crime e massacre que cometeram contra civis”, disse Daoud Shehab.
O Hamas acusou Israel de ter feito o bombardeio e declarou, em nota, que o ataque é um crime de “genocídio” e que “revela o lado feio do inimigo e seu governo fascista e terrorista”.
Visita de Biden a Israel
Biden, visitará Israel na 4ª feira (18.out). O anúncio foi feito pelo secretário de Estado do país, Antony Blinken. “Ele [Biden] está vindo em um momento crítico para Israel, para a região e para o mundo”, afirmou.
De acordo com Blinken, o objetivo de Biden é:
- reafirmar a solidariedade dos EUA a Israel’;
- deixar claro que Israel tem o direito e o dever de defender sua população do Hamas, de “terroristas” e se prevenir de futuros ataques;
- ouvir de Israel o que é preciso para defender sua população;
- deixar clara a seguinte mensagem caso algum Estado ou organização paraestatal queira entrar na guerra: “Não entre”.

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