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Exército do Irã adiciona 1.000 drones ao arsenal e promete 'resposta esmagadora' em caso de ataque dos EUA

Irã prepara reforço nos armamentos em meio a escalada de tensões e militar com os EUA. O presidente norte-americano, Donald Trump, ameaça bombardear o território iraniano caso o regime Khamenei não faça um acordo sobre seu programa nuclear.


Trump pressiona Irã por acordo e Teerã devolve ameaça

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O Exército do Irã integrou ao seu arsenal um novo lote de 1.000 drones em meio a tensões com os Estados Unidos, anunciou nesta quinta-feira (29) o chefe da pasta.

Os armamentos foram enviados para diferentes ramos das Forças Armadas iranianas, segundo a agência de notícias semioficial Tasnim.

"Conforme as ameaças perante nosso país, o Exército mantém e aprimora suas vantagens estratégicas para um combate rápido e uma resposta esmagadora contra qualquer agressor", disse o chefe das Forças Armadas, Amir Hatami, em pronunciamento na TV estatal iraniana.

Mísseis iranianos fotografados em 'Cidade dos Mísseis' da Guarda Revolucionária do Irã — Foto: IRGC/WANA (West Asia News Agency)/Handout via Reuters

Líder supremo do Irã, Ali Khamenei, e o presidente dos EUA, Donald Trump — Foto: WANA (West Asia News Agency) via Reuters; Nathan Howard/Reuters

Trump disse que um novo ataque ao país será "muito pior" e que o "tempo está se esgotando":

"Esperamos que o Irã se sente à mesa de negociações o mais breve possível e chegue a um acordo justo e equitativo – sem armas nucleares - um acordo que seja bom para todas as partes. O tempo está se esgotando, é realmente essencial! Como eu disse ao Irã uma vez, façam um acordo! Eles não fizeram e houve a “Operação Martelo da Meia-Noite”, uma grande destruição do Irã. O próximo ataque será muito pior! Não deixem isso acontecer novamente".
"Um ataque limitado é uma ilusão. Qualquer ação militar dos EUA , de qualquer origem e em qualquer nível, será considerada o início de uma guerra , e sua resposta será imediata, abrangente e sem precedentes, visando o agressor, o coração de Tel Aviv e todos os apoiadores do agressor", declarou.

Antes dele, outros representantes de Teerã já haviam se pronunciado. O perfil oficial da missão do Irã junto à ONU disse que o país está pronto para o diálogo, mas não deixará de se defender:

"O Irã está pronto para o diálogo baseado no respeito mútuo e nos interesses comuns, mas se pressionado, se defenderá e responderá como nunca antes".

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Aragchi também desmentiu o presidente dos EUA, Donald Trump, que havia dito na terça-feira que o Irã quer negociar e que o governo iraniano já teria "ligado várias vezes". Em declarações transmitidas pela TV estatal, o chanceler afirmou que não houve "nenhum contato" nos últimos dias com o enviado especial dos EUA para o Oriente Médio, Steve Witkoff, e que "o Irã não buscou negociações".

“Conduzir a diplomacia por meio de ameaças militares não pode ser eficaz nem útil. Se eles querem que as negociações avancem, certamente precisam deixar de lado ameaças, exigências excessivas e a colocação de questões ilógicas”, disse Abbas Araghchi após os Estados Unidos deslocarem um porta-aviões para a região.

Na semana passada, Trump disse que navios de guerra americanos estavam sendo enviados “por precaução” e que acompanhava de perto a situação no país. “Vamos ver o que acontece”, afirmou à época.

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