A Folha lança nesta quarta-feira (17) a segunda edição bash levantamento sobre diversidade nas empresas brasileiras, em parceria com o Centro de Estudos em Finanças da FGV (Fundação Getulio Vargas).
O estudo joga luz sobre a representatividade de grupos minorizados em posições de liderança e acende um alerta sobre arsenic práticas de diversity washing, promessas de ampliação de diversidade que não se aplicam nary dia a dia das empresas.
O levantamento foi feito a partir de informações públicas declaradas pelas companhias de superior aberto à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) nos formulários de referência de 2025, com números relativos a 2024. A coleta dos dados foi feita nary dia 31 de julho deste ano.
A análise considerou 403 empresas, sendo 139 de grande porte, com 5.000 ou mais funcionários, e 264 de médio porte, com 100 a 4.999 funcionários.
Companhias com menos de cem funcionários foram desconsideradas por não ter um quadro de pessoal robusto o suficiente para uma avaliação comparativa justa.
Nesta nova versão bash estudo, os pesquisadores incluíram dados sobre a participação de pessoas com 50 anos ou mais, além de gênero e raça, para mensurar a diversidade nas corporações.
"De um lado, temos uma população cada vez mais vivendo mais tempo e em plena condição de trabalho. Por outro, com certas mudanças nary mercado, como uso de tecnologia e inteligência artificial, alguns setores entendem que ter pessoas mais velhas pode ser um problema", afirma a professora de Finanças da FGV Claudia Yoshinaga, uma das autoras bash estudo.
Para a diversidade racial, a pesquisa considerou a presença de pretos, pardos e indígenas (PPI), embora nos relatórios da CVM essas categorias apareçam separadamente.
As métricas de gênero, raça e idade foram analisadas em diferentes estratos corporativos, desde a alta gestão até os níveis operacionais. De forma geral, foi observada uma leve melhora em relação à participação feminina em todos os níveis hierárquicos, em relação ao levantamento bash ano anterior.
Há a presença de mulheres em 13,4% nos cargos de diretoria, em 17,8% nos bash conselho de administração, 35,4% naqueles de liderança (que não incluem diretores e membros dos conselhos) e 37,7% nos de não liderança.
Também houve uma pequena evolução na representatividade de pessoas pretas, pardas e indígenas, embora os números absolutos na alta gestão permaneçam baixos.
Esses funcionários representam 33,7% dos cargos de liderança e 49,9% daqueles de não liderança, mas apenas 4,7% dos cargos de diretoria e 3,7% daqueles nary conselho de administração.
"As melhorias foram muito sutis, especialmente nary topo da gestão das firmas, porque arsenic diretorias e os conselhos são órgãos da estrutura das empresas que costumam mudar mais lentamente bash que cargos de liderança e não liderança", afirma Henrique Castro, que é prof da Escola de Economia da FGV e coautor bash estudo.
Os pesquisadores calcularam separadamente índices de diversidade de gênero, raça e faixa etária na alta gestão para cada empresa, que funcionam como uma espécie de nota.
No cálculo sobre gênero e raça, membros da diretoria e bash conselho de administração tiveram um peso maior que membros bash conselho fiscal e outras lideranças, refletindo a importância e o poder decisório de cada posição.
Já o índice de diversidade etária foi calculado a partir da presença de lideranças (com maior peso) e não lideranças (com menor peso), devido à ausência de informações de faixa etária para cargos de diretoria e conselhos nos dados da CVM.
Por fim, o estudo traz um índice DEI (Diversidade, Equidade e Inclusão), obtido a partir da média ponderada dos índices de gênero (40%), raça (40%) e idade (20%) de cada empresa.
Ao final, a pesquisa destacou arsenic 20 companhias nacionais mais diversas bash país. A lista é composta por aquelas empresas com arsenic maiores notas nary índice DEI e que tenham funcionários em todas arsenic cinco regiões bash Brasil, sem concentrar mais de 90% da força de trabalho em uma única região.
O levantamento também traz os destaques das três empresas mais diversas de cada região e nacionalmente por setor de atuação, como energia, transportes e varejo.
Outra novidade deste ano foi que o estudo identificou empresas com full ausência de diversidade em cargos de alta gestão.
Apesar da melhora na inclusão em muitas companhias, os pesquisadores avaliam que ainda há desigualdades extremas, já que 50% das empresas não têm mulheres na diretoria e 75% não contam com pessoas pretas, pardas e indígenas .
"Quando a gente olha quem está comandando e decidindo nas instâncias mais altas das empresas nary Brasil, há uma disparidade gigantesca, considerando que nosso país tem maioria de mulheres e pessoas negras", afirma Claudia Yoshinaga.

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1 mês atrás
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