"A revolta camponesa é retomada hoje e ficaremos aqui até termos respostas. Pedimos para ser recebidos pelo primeiro-ministro", declarou Damien Greffin, vice-presidente da FNSEA, principal sindicato agrícola e que convocou o ato.
Representantes da FNSEA foram recebidos por conselheiros de Lecornu, que horas depois anunciou na rede social X uma série de medidas, entre elas "uma lei de emergência agrícola" para meados do ano.
Sem especificar os detalhes, indicou que teria como prioridades a água, a depredação e os meios de produção, respondendo quase ponto por ponto às reivindicações do sindicato e de seus aliados Jovens Agricultores.
A FNSEA também quer "uma moratória sobre todos os temas relacionados à água" e a "suspensão da última versão" da legislação que regula os planos para a dispersão de fertilizantes, entre outros.
Na sexta-feira, o governo anunciou um pacote de "300 milhões de euros" (R$ 1,9 bilhão, na cotação atual) para o setor, após os protestos da semana passada convocados pela Coordenação Rural, segundo principal sindicato agrícola, e pela Confederação Camponesa.
Mas tal anúncio, que incluía um aumento do número de lobos que podem ser abatidos, não conseguiu acalmar a ira de agricultores e pecuaristas, que expressam seu cansaço com a situação de uma profissão que enfrenta dificuldades climáticas e econômicas.

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