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Google Firebase Studio: saiba como funciona site para criar aplicativos

Firebase Studio é uma ferramenta do Google feita para a criação de aplicativos. O ambiente de desenvolvimento integrado é baseado na nuvem e em inteligência artificial (IA) — o que inclui o Gemini Google como assistente. A integração permite o desenvolvimento de softwares para a web e dispositivos móveis, incluindo APIs, back-ends e front-ends, ou seja, todos os padrões que fazem parte de uma interface. As funções do Firebase Studio tornam a plataforma muito útil para desenvolvedores, mas também para estudantes e interessados na área de programação. A seguir, veja como funciona o Firebase Studio, os recursos da plataforma e como usá-la para criar aplicativos.

 Anthony Riera/Unsplash Google Firebase Studio: tudo sobre plataforma para criar apps — Foto: Anthony Riera/Unsplash

O que é e como funciona o Firebase Studio?

Além das novidades para o Google Workspace anunciadas durante o Cloud Next 2025, o Google anunciou o Firebase Studio, um ambiente de desenvolvimento que dispõe de ferramentas para a criação de aplicativos. Para funcionar, a plataforma unifica agentes de IA personalizados às funcionalidades do Gemini Google, chatbot da empresa estadunidense. Além disso, o antigo espaço de trabalho para a criação do Google, o Project IDX, foi acoplado ao Firebase.

Com a nova ferramenta, criadores podem gerar aplicativos completos ao usar linguagem natural ou mesmo imagens. O Firebase Studio funciona com os principais frameworks de desenvolvimento web e mobile, como React, Angular, Vue, Flutter e Android. Na plataforma estão disponíveis modelos prontos para dashboards, sistemas de agendamento, aplicativos de chat e outros padrões comuns, facilitando o desenvolvimento de projetos para quem não está acostumado a desenvolver códigos com frequência.

Quais são os principais recursos do Firebase Studio?

 Reprodução/Gisele Veríssimo Tela inicial do Firebase Studio — Foto: Reprodução/Gisele Veríssimo

O Firebase Studio possibilita aos usuários uma série de comodidades. Por exemplo, é possível importar projetos diretamente de um repositório (como GitHub, GitLab ou Bitbucket) ou de um arquivo local para o espaço de trabalho. Isso permite trabalhar em aplicativos já existentes com ajuda de IA e usar ferramentas de desenvolvimento e monitoramento simplificados.

Já a integração com o Gemini Google no Firebase oferece assistência de IA durante o desenvolvimento, ajudando a gerar códigos, corrigir bugs, realizar testes e gerenciar dependências, tudo diretamente na plataforma. Isso é útil para desenvolvedores experientes, mas também para quem deseja criar aplicativos de forma mais simples sem ter que passar horas aprendendo e planejando códigos.

O Firebase Studio funciona em um ambiente personalizável baseado no Code OSS, com suporte Nix para ajustar ferramentas, pacotes e configurações do IDE. A plataforma inclui ferramentas integradas para visualização, emulação (como o Firebase Local Emulator Suite) e deploy, o que facilita o teste e a publicação de aplicativos com serviços do Firebase e Google Cloud.

Como criar um aplicativo no Firebase Studio?

Com a possibilidade de trabalhar com comandos multimodais, não é necessário ser um especialista em programação para utilizar o Firebase Studio. Para usar a plataforma, basta acessar o site "https://firebase.google.com/docs/studio/get-started?hl=pt-br" (sem aspas). Em seguida, o usuário deve escolher entre as seguintes opções: importar ou fazer upload de um projeto; prototipagem com IA; comece com um modelo da galeria de modelos do Firebase Studio; ou teste um tour guiado do app Prototyping agent.

No teste realizado pelo TechTudo, a opção escolhida foi "prototipagem com IA". O comando foi enviado em português e pedia por "um aplicativo que ajuda professores a planejar suas aulas, incluindo datas, objetivos, faixa etária dos estudantes e tempo de aula". Embora a resposta tenha sido dada em inglês, o planejamento foi bem satisfatório e incluiu sugestões de nome, funções do aplicativo (como a de salvar a lição para consultar mais tarde) e até cores, fontes, ícones e layout.

 Reprodução/Gisele Veríssimo Firebase Studio sugeriu um protótipo com detalhes a partir do prompt enviado — Foto: Reprodução/Gisele Veríssimo

Após a resposta inicial, é possível realizar mudanças no protótipo. Assim, o usuário consegue editar detalhes como nome e estilo. Em seguida, basta gerar uma chave do Gemini API. Para publicar, é necessário usar o Firebase App Hosting e, para isso, possuir uma conta Cloud Billing.

 Reprodução/Gisele Veríssimo Protótipo gerado pelo Firebase Studio com o uso do Gemini — Foto: Reprodução/Gisele Veríssimo

Firebase Studio é de graça? Quem pode usar?

O Firebase Studio é gratuito e pode ser usado por qualquer pessoa. Cada usuário pode criar até três espaços de trabalho sem pagar nada. Se precisar de mais, é possível aumentar para 10 espaços, ao participar de um Programa para Desenvolvedores do Google, ou para 30 espaços, ao assinar o plano Premium do Google Developer, que custa US$ 299/ano (aproximadamente R$ 1.736 na cotação atual).

Alguns recursos, como o Firebase App Hosting, exigido para a publicação do aplicativo, podem exigir uma conta de cobrança do Google Cloud. Se você vincular uma conta de cobrança ao seu projeto do Firebase, ele será automaticamente atualizado para o plano Blaze (pago conforme o uso). Nesse caso, você será cobrado pelo uso de serviços que ultrapassem os limites gratuitos, incluindo o Gemini API.

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