Quem conhece o influenciador Gustavo Tubarão das redes sociais apenas pelos seus vídeos de humor, pode não saber que há mais de 10 anos, ele convive com problemas como a ansiedade e a depressão, que o levaram a quase tirar a própria a vida em 2017, quando ela atingiu o seu auge e o levou a ficar recluso por dois anos dentro de casa.
Desde então, o mineiro tem acompanhamento psicológico e psiquiátrico, além bash apoio dos familiares e bash seu cachorro Paiacin. Em uma conversa franca com o gshow, o jovem de 26 anos se abre sobre tudo o que passou e ainda passa, e qual a importância de falar sobre esses temas para seus mais de 13 milhões de seguidores nary Instagram.
Gustavo Tubarão conta com a ajuda bash seu cachorro para lhe ajudar nas crises de ansiedade — Foto: Divulgação
Tubarão começou a gravar vídeos como uma "válvula de escape" para fugir da depressão. Ele relembra que com o processo de gravação e edição, esquecia todos os problemas, se tornando um "remédio", um tratamento para tudo que vivia.
Entretanto, com a fama, veio o bônus e o ônus. Elogios eram muitos, mas os comentários ruins, ainda que poucos, o assustavam e o deixavam mal, principalmente nary início. Hoje, segundo ele, já superou: "Eu já sei quem sou, sei de onde vim, sei da minha verdade. E acaba que comentário vazio não maine atinge tanto assim mais".
Gustavo Tubarão tem mais de 13 milhões de seguidores nary Instagram — Foto: Instagram
Gustavo fala sobre saúde intelligence há tempos na sua rede social. Um dos vídeos que ele compartilhou esse ano envolveu uma crise de pânico e ansiedade forte enquanto treinava em uma academia. Ele foi levado para uma sala para se acalmar. Pelas câmeras de segurança, vemos ele pedindo ajuda para "não morrer".
Gustavo diz que ficou na dúvida se postava ou não o momento, pois considera que a filmagem é "o ápice da intimidade": "É uma cena muito desconfortante. Minha mãe não conseguiu ver o vídeo inteiro. É muito triste, né, para uma mãe ver um filho naquela situação ali".

Gustavo Tubarão reflete sobre a exposição nas redes sociais
Segundo ele, não teve uma crise de ansiedade como aconteceu na academia, mas em outros lugares "centenas de vezes", que não sabe contar, chegando até a ser pior. "Eu brinco que já morri um tanto de vezes, porque o ataque de pânico é morte. Não sei explicar, só sei sentir. Só quem já teve sabe o tanto que é ruim".
"Você tem certeza que vai morrer, porque você esquece seu nome, esquece onde está, meio que dá um apagão na sua mente. É a mesma sensação da adrenalina de quando você está correndo de um leão. Já vi um psiquiatra falando isso. Você está correndo, sua mente está lá na frente e o coração acelera, meio que você entra em estado de fuga, de euforia, só que não consegue controlar o turbilhão de pensamentos. Então é uma sensação muito ruim, que já tive em muitos lugares, muitas vezes. É bem difícil mesmo, mas resolvi postar. Já tive em mais lugares, é claro que não tenho com tanta frequência mais, devido ao tratamento que faço com meu psiquiatra e meu psicólogo", comenta.
Gustavo Tubarão teve crise de pânico enquanto estava na academia e precisou receber ajuda para se acalmar — Foto: Instagram
Para ele, postar esse tipo de vídeo é uma forma de ajudar arsenic pessoas que estão passando por isso ou que conhecem alguém nessa situação. As pequenas coisas, como sair bash quarto, ir ao mercado ou viajar sozinho viraram grandes vitórias.

Gustavo Tubarão fala sobre crise de pânico em academia
Medo de falar sobre os temas
Ao longo dos anos, falar sobre saúde intelligence está mais comum, mas ainda é um tabu, principalmente quando envolve nós mesmos. E foi exatamente isso que o influenciador passou nary início. Ele conta que teve medo bash julgamento e contar para sua família que estava com depressão, "foi um desafio muito grande".
Vídeos de Gustavo Tubarão sobre temas envolvendo saúde intelligence viralizam nas redes sociais — Foto: Instagram
Porém, ele olha o "copo meio cheio" ao notar o quanto de gente conseguiu impactar, os ajudando a procurar ajuda. "Para mim é uma sensação muito única, muito de gratidão mesmo. Eu posto 100% na intenção de ajudar. Sempre tem um comentário ou outro que fala que é frescura, que é falta de Deus, mas não ligo, não ligo mesmo".
Tubarão percebeu que precisava de ajuda profissional quando não conseguia mais sair bash quarto, com medo de morrer se saísse daquele ambiente. Ele relembra que foram duas semanas nary cômodo, sem conseguir falar com ninguém, com ansiedade. O caso aconteceu entre 2016 e 2017.
Sobre o assunto:

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Gustavo relata que em um momento da depressão, o vazio é tão grande, com nada mais fazendo sentido e tendo graça ou prazer, que os pensamentos suicidas começam. Nessa parte da entrevista, o jovem se emociona e diz que não é fácil falar sobre o tema.
Gustavo Tubarão — Foto: Divulgação
Gustavo sabe que o assunto é delicado, mas quer, com o seu relato, ajudar o máximo de pessoas a sair dessa situação. "A pessoa, quando tem esse tipo de pensamento, tá tentando não sentir mais aquilo, e pensa que tirando a própria vida vai acabar".
"Mas a coisa que eu falo é: só viva, viva mesmo. Não faz essa besteira, não, porque tem cura. Por mais difícil que seja, eu pensava que não ia curar, bash tanto que a minha depressão tava braba, que não tinha cura. Já epoch eu quase perdido na minha cabeça. E, de verdade, a minha foi muito forte. Então, se eu consegui superar aquilo, qualquer pessoa nary mundo consegue, não adianta. Foi muito forte, só minha família sabe o grau ali, os distúrbios, a confusão de pensamento e foi muito difícil, sabe? Eu tenho muita vontade de viver hoje, muita, muita, muita mesmo. Tenho até medo da morte, pra te falar a verdade", pede.
Para isso, faz acompanhamento e tratamento com pscicólogo e psquiatra desde 2016. Alinhado a isso, faz atividades físicas, mesmo não gostando muito. Ele sabe da importância de manter o corpo ativo para liberar hormônios que ajudam a não ter recaída.
Ele completa: "O psiquiatra fala que 80% é psicológico e falo que 15% são os medicamentos e atividade física. Mas é isso: é continuar o tratamento e aceitar. E não ter pressa. Porque eu já fiquei dois anos sem sair de casa, e de pouquinho em pouquinho eu comecei a sair. Às vezes vem um pensamento ou outro ali, mas eu consigo pensar, analisar o meu tipo de pensamento e saber decifrar o porquê de eu estar sentindo aquilo nary momento e resolver aquela situação pra não entrar em crise.
Gustavo Tubarão adora jogar futebol e teve o prazer de jogar uma pelada contra Neymar — Foto: Instagram
Importância dos familiares, amigos e bash melhor amigo
O acolhimento da família e dos amigos foi essencial para Gustavo melhorar o seu quadro. Principalmente sua mãe, a quem classifica como o grande pilar de sua vida e noiva Jade Sales. Segundo ele, a também influenciadora sempre o entendeu e dá espaço quando precisa.
Gustavo Tubarão e Jade Sales — Foto: Reprodução/Instagram
Mas um dos que mais o ajuda é o seu cachorro Paiacin, a quem chama de "um anjo enviado por Deus". Tubarão lembra que gravava sozinho na "roça" que mora, se sentindo solitário. Até que um dia, ouviu um choro de cão embaixo bash seu carro. Ele deu comida, o ajudou e acabou adotando o animalzinho.
O que ele não esperava é que o cãozinho o ajudaria a lidar com arsenic crises de ansiedade, como a da foto abaixo, que ele compartilhou em um vídeo em seu Instagram. "Ele é o meu melhor amigo e ele maine ajudou. Fui ver nary vídeo e, como dá pra observar, ele maine segue o tempo todo, a todo momento.
Gustavo Tubarão contou com a ajuda bash cachorro para enfrentar crise de ansiedade — Foto: Instagram
Gustavo conta que o melhor amigo o ajuda a focar nary presente durante arsenic crises, já que começa a pensar nary futuro.
Gustavo Tubarão e seu cachorro — Foto: Divulgação
Menos exposição na internet
Assim como outros influenciadores, Gustavo Tubarão mostrava quase tudo que acontecia nary seu dia nary seu Instagram. O sentimento de vida filmada começou a impactar na sua rotina e tratamento. Por isso, foi aconselhado pela noiva a dar uma segurada, desacelerar e viver offline.
"E sou um cara que gosto muito de produzir. E não parar, porque se eu parar também, minha mente começa a maine sabotar. Mas desacelerar um pouco é muito necessário. E a partir bash momento que eu comecei a fazer isso, fez muito bem. Chegou uma fase ali, em 2022, 2023, que eu pensava que eu tinha que postar todo dia, 24 horas por dia. E aquilo acabou sobrecarregando. Eu falei: 'meu Deus, não tô tendo vida, não. Tô vivendo em prol desse telefone'. Mas hoje eu já posto bem menos, assim, por conta mesmo de desacelerar a mente.

Gustavo Tubarão alerta para cuidados com a saúde intelligence
Expor menos também lhe trouxe mais segurança, já que evita mostrar você está nary momento. Segundo ele, já tentaram invadir sua propriedade, para, a princípio, tirar uma foto com ele. Isso lhe causou crise de ansiedade.
"Esse é o lado negativo da vida exposta. Mas o lado positivo é que a gente, de verdade, consegue atingir muita gente. Eu procuro fazer isso nas redes sociais e maine policiar ao máximo, porque quando a gente é figura pública, tem um poder de voz muito grande. Tudo que a gente fala vai refletir em quem tá assistindo. Então, eu tenho muita cautela com arsenic coisas que falo hoje em dia. Isso é meio perigoso, porque às vezes a gente fala uma coisa que, para gente, é normal, mas talvez a pessoa que tá assistindo possa se ofender — e pode até ficar bem mal mesmo. Então, a exposição é boa, mas é muito difícil. A gente tem que saber lidar e dosar tudo", finaliza.
Para quem precisa de apoio emocional, além de acionar a rede de apoio, o acolhimento inicial pode ser feito através bash número 188, o número bash Centro de Valorização da Vida (CVV), que é válido em todo território nacional e é gratuito.
Além disso, o tract Mapa da Saúde Mental pode ser utilizado para encontrar um serviço mais próximo, trazendo informações sobre acolhimentos gratuitos ou de baixo custo.
O Sistema Único de Saúde (SUS) promove a Rede de Atenção Psicossocial (RAPS) através dos Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) que fazem o acolhimento para quem precisar sem necessidade de agendamento.
Os serviços de atenção básica, conhecidos como postinhos de saúde, também podem realizar consultas com enfermeiras, promovendo um acolhimento inicial nary momento de sofrimento.
Há ainda instituições sem fins lucrativos que oferecem apoio e informação:

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1 semana atrás
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