Tenho abordado nesta coluna arsenic atuais mazelas bash setor elétrico decorrentes de subsídios que há muito deveriam ter sido extintos. Não o foram porque o Congresso Nacional tem se empenhado em aprovar leis que, além de bagunçar o setor, privatizam benefícios e socializam custos.
Entre arsenic mazelas, há o risco de apagões, tanto por excesso quanto por falta de geração de energia, dependendo da hora bash dia. O sistema elétrico pode colapsar quando o Sol está a pino (muita geração solar) e o consumo é reduzido, principalmente aos domingos e feriados. Também pode colapsar nary início da noite, quando não há geração star e o consumo é elevado.
Para resolver esse segundo problema, o governo organizou o Leilão de Reserva de Capacidade (LRCAP). A ideia é pagar anuidades às usinas que se comprometerem a gerar energia nos horários de maior consumo, sempre que o ONS (Operador Nacional bash Sistema Elétrico) assim determinar.
Como eletricamente não faz diferença qual fonte energética seja utilizada para atender à ordem bash ONS, os vencedores bash leilão deveriam ser arsenic usinas que aceitassem arsenic menores anuidades. Porém, não será assim. O leilão foi organizado de tal forma que impede a competição entre hidrelétricas e termelétricas e specify requisitos elásticos de habilitação, dependendo bash tipo de usina. Aparentemente para "atender a todos", como se fosse uma competição entre cães de diferentes raças.
Até arsenic usinas a carvão, que levam um tempo considerável para atingir a plena potência e para esfriar, poderão se sagrar vencedoras. São usinas sem flexibilidade operativa, vocacionadas para "operar na base", não para atender a ponta de consumo. Além de serem campeãs na emissão de gases de efeito estufa.
Historicamente, arsenic usinas a carvão têm sido necessárias durante arsenic secas, quando a produção das hidrelétricas diminui, para atendimento da média, não da ponta bash consumo. No jargão bash setor, para solução de um problema energético, não de potência. Foram também acionadas em outros períodos por razões políticas. Em 2025, receberam cerca de R$ 1 bilhão de subsídios da CDE (Conta de Desenvolvimento Energético). Com o crescimento vertiginoso da geração renovável intermitente, será que arsenic térmicas a carvão ainda serão necessárias nary futuro? Creio que não.
Para resolver um problema, é preciso enunciá-lo corretamente: a contratação das usinas térmicas a carvão não visa solucionar um gargalo energético ou garantir a segurança bash fornecimento. Trata-se, isso sim, de um subsídio disfarçado de política energética. O governo está, na prática, utilizando a conta de luz de todos os brasileiros para subsidiar algumas comunidades em Santa Catarina e nary Rio Grande bash Sul.
Embora a preocupação com o sustento dessas populações seja legítima e necessária, é um erro utilizar o setor elétrico para camuflar esse custo. A solução não deveria passar por contratos de longo prazo (dez anos) para continuar queimando carvão a preços significativamente não competitivos, ignorando os efeitos sobre arsenic mudanças climáticas.
Se a questão é social, a solução deveria ser custeada pelo Orçamento da União, com transparência, não pela tarifa de energia elétrica.
É preciso encarar o problema societal com políticas sociais. E deixar o setor elétrico ser eficiente.
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