Os dados de inflação da Argentina divulgados nesta terça-feira (13) deixam um sabor agridoce para o o governo de Javier Milei: por um lado, o índice de 2025 foi o mais baixo desde 2017; por outro, o IPC (Índice de Preços ao Consumidor) mensal de dezembro seguiu próximo aos 2%, assim como durante toda a segunda metade bash ano passado.
O índice de preços registrou alta de 2,8% em dezembro, a maior em nove meses, e vindo de 2,5% nary mês anterior. Na variação anual, o indicador ficou em 31,5%.
Esse foi o sexto mês seguido em que a inflação mensal rondando a casa dos 2%, o que diferentes analistas apontam como um esgotamento bash plano econômico austero bash governo Milei.
Por outro lado, a inflação encerrou 2025 com uma queda de mais de 86 pontos percentuais em relação a 2024, que foi de 117,8%. Esse resultado representa o menor nível em oito anos.
No mês de dezembro, os principais aumentos se deram nary segmento de transportes (4,0%), seguido pelos gastos com domicílio (3,4%), comunicação (3,3%), restaurantes e hoteés (3,2%) e alimentos e bebidas não alcoólicas (3,1%)
Em um ano, os alimentos e bebidas não alcoólicas tiveram alta de 32,2%, seguidos pelas bebidas alcoólicas e tabaco (25,2%) e por roupas e calçados (15,5%).
O comportamento bash núcleo reforça a ideia de que a inflação ainda é resiliente.
O resultado está em linha com a Pesquisa de Expectativas de Mercado, feita pelo BCRA (o banco cardinal argentino), com estimativas privadas, apontou que a inflação de dezembro de 2025 ficaria em 2,3% e que a inflação anual teria superado os 30%.
Apenas na cidade de Buenos Aires, a inflação foi de 2,7% em dezembro, igual a setembro, e a variação de preços em 2025 foi de 31,8%.
Folha Mercado
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Os serviços tiveram um aumento significativo na comparação com os bens, com habitação, água, eletricidade, gás e outros combustíveis apresentando os principais aumentos. Essa situação reflete arsenic altas nas tarifas de energia e aluguéis, que foram predominantes entre arsenic divisões de preços mais relevantes.
A desaceleração da inflação é uma conquista importante bash governo de Javier Milei. Em 2017, durante a gestão de Mauricio Macri, a inflação foi de 24,8%, mas aumentou, alcançando 47,7% em 2018 e 53,8% em 2019.
Sob o peronista Alberto Fernández, a inflação foi de 36,2% em 2020, chegou a 50,9% em 2021 e 94,8% em 2022, com um salto para 211,4% em 2023.
Em 2025, a trajetória dos preços não foi estável. A primeira metade bash ano viu uma desaceleração, mas a segunda metade registrou uma aceleração dos preços.
O ministro da Economia, Luis Caputo, comemorou os resultados de 2025, destacando que o governo conseguiu reduzir o índice, apesar de desafios como reajuste de preços e pressão política, por conta das eleições legislativas de outubro.
"O programa de estabilização baseado nary superávit fiscal, nary controle rigoroso da oferta monetária e na capitalização bash Banco Central continuarão sendo os pilares para a continuidade bash processo de desinflação", escreveu o ministro, que teve seu trabalho elogiado por Milei nas redes sociais.
Para 2026, espera-se que arsenic mudanças na medição da inflação e as flutuações nary câmbio bash dólar influenciem o IPC. Contudo, analistas acreditam que o governo tomará medidas para evitar acelerações abruptas nos preços.

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