Índice permanece acima do teto da meta estabelecida para 2025. Mesmo com a perda de força da inflação anual, o IPCA persiste acima da margem de tolerância definida pelo CMN (Conselho Monetário Nacional). O órgão estabelece que a inflação deve ser de 3% e admite oscilações de 1,5 ponto percentual (entre 1,5% e 4,5%).
Indicador deve voltar ao intervalo da meta no começo do próximo ano. As estimativas mais recentes do mercado financeiro indicam que o IPCA retornará à meta em fevereiro (+4,07%). A taxa será alcançada após as variações mais brandas do que as apuradas no ano anterior para os meses de novembro, dezembro e fevereiro.
Conta de luz
Valor das tarifas de energia elétrica residencial recua em outubro. Após saltarem 10,3% em setembro, as contas de luz apresentaram deflação de 2,39% no mês passado. O resultado corresponde à principal influência negativa do índice de preços para o mês.
Bandeira tarifária guia o alívio das contas de energia elétrica. A redução da bandeira tarifária vermelha para o Patamar 1 nas tarifas residenciais contribuiu para a alta menor das contas de luz. A determinação da Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) reduz o valor adicional dos boletos de R$ 7,87 para R$ 4,46 a cada 100 kW/h (quilowatt-hora) consumidos.
Alimentos
Grupo formado por alimentos e bebidas registra inflação de 0,01%. A variação positiva interrompe a sequência de quatro meses consecutivos de queda. O IBGE afirma que a alta não exerceu pressão no resultado geral da inflação e é o menor resultado para um mês de outubro desde 2017 (-0,05%).
Alimentação em domicílio registrou nova deflação em outubro. A baixa de 0,16% foi determinada pela redução de preço do arroz (-2,49%) e do leite longa vida (-1,88%). Entre as altas, aparecem a batata-inglesa (8,56%) e o óleo de soja (4,64%).
Inflação do consumo fora de casa impediu nova deflação. Os custos da alimentação fora do domicílio ganharam força e registraram alta de 0,46% em outubro, ante variação positiva de 0,11% contabilizada em setembro. Na passagem, o subitem lanche subiu de 0,53% para 0,75%, e a refeição foi de -0,16% para 0,38%.
Veja a variação de cada grupo:
- Artigos de residência: -0,34%
- Habitação: -0,3%
- Comunicação: -0,16%
- Alimentação: +0,01%
- Educação: +0,06%
- Transportes: +0,11%
- Saúde e cuidados pessoais: +0,41%
- Despesas pessoais: +0,45%
- Vestuário: +0,51%
O que é o IPCA
Inflação oficial é calculada a partir de 377 produtos e serviços. A escolha dos itens tem como base o consumo das famílias com rendimentos entre um e 40 salários mínimos. O cálculo final considera um peso específico para cada um dos itens analisados pelo indicador.
IPCA abrange a evolução dos preços em nove grandes grupos. As análises consideram as variações apresentadas por itens das áreas de alimentação e bebidas, artigos residenciais, comunicação, despesas pessoais, educação, habitação, saúde e cuidados pessoais, transportes e vestuário.
Análise mensal é realizada nos grandes centros urbanos do Brasil. Para isso, o IBGE realiza as coletas de preços nas regiões metropolitanas de Belém (PA), Fortaleza (CE), Recife (PE), Salvador (BA), Belo Horizonte (MG), Vitória (ES), Rio de Janeiro (RJ), São Paulo (SP), Curitiba (PR), Porto Alegre (RS) e do Distrito Federal. Também há pesquisadores nos municípios de Goiânia, Campo Grande, Rio Branco, São Luís e Aracaju.

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2 meses atrás
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