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Líder supremo do Irã, Ali Khamenei, assume pela 1ª vez que houve mortes nas manifestações pelo país

“Nessa revolta, o presidente dos EUA fez declarações pessoalmente, encorajou os manifestantes a prosseguirem e disse: 'Nós os apoiamos, nós os apoiamos militarmente'”, disse Khamenei, que tem a palavra final em todos os assuntos de Estado. Ele reiterou ainda que os EUA buscam dominar os recursos econômicos e políticos do Irã.

“Consideramos o presidente dos EUA um criminoso, devido às vítimas e aos danos, devido às acusações contra a nação iraniana”, disse Ali Khamenei. Ele descreveu os manifestantes como “soldados rasos” dos Estados Unidos e disse que eles destruíram mesquitas e centros educacionais. “Ao ferir pessoas, e matar milhares delas”, afirmou.

Os comentários de Ali Khamenei surgiram um dia depois de Trump ter adotado um tom conciliatório, afirmando que "o Irã cancelou o enforcamento de mais de 800 pessoas" e acrescentando: "Respeito muito o fato de terem cancelado".

Ele não esclareceu com quem falou no Irã para confirmar o cancelamento de quaisquer execuções planejadas. Seus comentários foram um sinal de que ele pode estar recuando de um ataque militar.

Crise econômica desencadeia onda de protestos no Irã

Crise econômica desencadeia onda de protestos no Irã

A crise econômica no Irã desencadeou uma onda de protestos contra o regime dos aiatolás.

Desde 28 de dezembro, milhares de iranianos saem às ruas. A crise econômica se aprofundou com a desvalorização da moeda local. Em um ano, o rial perdeu 56% do valor frente ao dólar, e o preço dos alimentos teve um aumento médio de 72%.

Na capital, Teerã, o protesto começou com uma greve de comerciantes do principal mercado da cidade. Depois, evoluiu para outros atos e também confrontos. Em um dos protestos, manifestantes atiraram pedras contra os policiais. Um deles se vira e dispara.

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