O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) assinou nesta segunda-feira (24), acordos de cooperação entre o Brasil e Moçambique nas áreas de comércio, aviação, socioeconômica, saúde e capacitação diplomática. Ao lado do presidente de Moçambique, Daniel Chapo, Lula defendeu novamente que o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) volte a financiar projetos no exterior de empresas brasileiras.
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) assinou nesta segunda-feira (24), acordos de cooperação entre o Brasil e Moçambique nas áreas de comércio, aviação, socioeconômica, saúde e capacitação diplomática. Ao lado do presidente de Moçambique, Daniel Chapo, Lula defendeu novamente que o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) volte a financiar projetos no exterior de empresas brasileiras.
"Nenhum grande país consegue exportar serviços sem oferecer opções de crédito. Estamos trabalhando para o BNDES recuperar a capacidade de financiar a internacionalização das empresas brasileiras. O fluxo de comércio que o Brasil mantém com Moçambique é muito menor do que com outros países de língua portuguesa. Isso é injustificável entre dois mercados tão familiares", disse Lula, durante evento para assinatura de acordos de cooperação entre o Brasil e Moçambique.
Lula citou a infraestrutura como uma das áreas que poderiam ter uma maior participação de empresas brasileiras. "Moçambique é um país em desenvolvimento que ainda possui lacunas de infraestrutura a suprir. Seu crescimento depende de portos, estradas, usinas e linhas de transmissão. O Brasil tem empresas dinâmicas com condições de contribuir", disse.
O presidente brasileiro também mencionou a produção de alimentos. "Ninguém melhor do que o Brasil para contribuir também com a segurança alimentar de Moçambique. Com tecnologia adequada, é possível ampliar a produtividade da savana africana sem comprometer o meio ambiente". Pouco antes, Daniel Chapo afirmou que Moçambique ainda sofre para garantir segurança alimentar para seus habitantes.
Lula defendeu ainda uma cooperação na área de transição energética e de proteção a biomas florestais. "O Brasil está pronto para colaborar com Moçambique na produção de biocombustíveis, aliando geração de empregos e redução da dependência de combustíveis fósseis", afirmou. O brasileiro aproveitou o discurso para comentar sobre a atuação da Polícia Federal, em um momento em que o Congresso discute mudanças na segurança pública. "A Polícia Federal brasileira é reconhecida internacionalmente por sua capacidade de rastrear ativos ilícitos e combater a lavagem de dinheiro", falou.
Em seu discurso, o presidente defendeu uma reaproximação entre os países e afirmou que governos brasileiros anteriores se distanciaram do país africano. "Nossa amizade vagou muito tempo sonâmbula. O Brasil foi um dos primeiros países a reconhecer a independência de Moçambique. São cinco décadas de relações diplomáticas, mas imersos em desafios próprios, passamos da irmandade à indiferença. Até que, há 20 anos, vivemos um grande despertar", falou.

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