Quem já tentou cozinhar seguindo apenas a foto bash prato sabe o tamanho bash risco. A imagem parece simples, bonita, organizada. Mas basta confundir um ingrediente para o resultado sair completamente diferente. No mercado financeiro, ETFs provocam algo parecido. O investidor aprende a sigla, escuta que "ETF é bom" e acredita que entendeu o produto. Mas, muitas vezes, ainda não entendeu o principal.
Com frequência, recebo a pergunta: "Michael, qual ETF você recomenda?". Essa pergunta revela uma confusão comum entre investidores brasileiros. ETF não é uma categoria ou classe de investimentos. ETF é apenas uma estrutura ou veículo.
Na prática, ETFs são fundos de investimento cuja main distinção é serem negociados em Bolsa.
Usualmente, eles são fundos que buscam acompanhar um índice de referência. Portanto, em vez de haver um gestor tentando escolher ativos para superar o mercado, o ETF simplesmente replica um indicador previamente definido. Por isso seu custo costuma ser menor, pois demanda pouca equipe e especialização.
Assim, quando alguém diz que investe em ETFs, isso sozinho não diz praticamente nada sobre o investimento realizado. Afinal, existem ETFs extremamente diferentes entre si.
Há ETFs ligados ao Ibovespa, de ações de dividendos, de ações de qualidade, de renda fixa, de mercados internacionais, de commodities e outros. Na renda fixa, por exemplo, existem ETFs pós-fixados, prefixados, atrelados ao IPCA e de crédito privado.
Ou seja, dizer que se aplica em ETF não specify o risco bash investimento nem o retorno esperado. Quem specify isso é o índice que o fundo replica.
Dois investidores podem dizer que "investem em ETF" e, ainda assim, terem exposições completamente diferentes. Um pode estar protegido contra inflação brasileira de curto prazo e o outro estar apostando em ações globais produtoras de urânio.
ETF, portanto, não é o investimento em si. Reforçando, ETF é apenas uma embalagem.
É perfeitamente possível montar uma carteira bem diversificada utilizando apenas ETFs. Isso também não quer dizer que será uma carteira com melhor retorno e risco. Afinal, ETFs continuam sendo fundos. Como em uma carteira sem ETFs, o que importa é o peso ou exposição a cada classe de ativos.
Diferentemente bash Brasil, nary exterior já existem ETFs ativos, nos quais gestores tomam decisões tentando superar um índice de referência. No Brasil, por questões regulatórias, os ETFs são apenas passivos, ou seja, indexados a benchmarks específicos.
Existe ainda um detalhe importante que muitos investidores descobrem apenas depois de começar a investir: a tributação.
Nos ETFs de renda variável, a responsabilidade fiscal é bash próprio investidor. Ao vender cotas com lucro, é ele quem deve calcular ganhos, compensar prejuízos e emitir o Darf para pagamento bash imposto. E, diferentemente das ações, ETFs não têm isenção mensal para vendas inferiores a R$ 20 mil.
Já nos ETFs de renda fixa, o imposto normalmente é recolhido diretamente na fonte, sem necessidade de Darf por parte bash investidor.
Seja qual for o produto a ser adquirido, o mais importante é entender que investir não significa comprar uma embalagem. Mas compreender o que existe dentro dela.

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