2 meses atrás 7

Melo silencia e Câmara promulgará cotas trans em concursos públicos

Após silêncio do prefeito Sebastião Melo (MDB), projeto que cria cotas para transexuais e travestis em concursos públicos do município será promulgado pela Câmara de Porto Alegre. A proposta, de autoria da vereadora Natasha Ferreira (PT), foi aprovada pelo Legislativo em agosto, com 17 votos favoráveis de 11 contrários. A expectativa é de que a lei seja assinada ainda nesta semana. 

Continue sua leitura, escolha seu plano agora!

Após silêncio do prefeito Sebastião Melo (MDB), projeto que cria cotas para transexuais e travestis em concursos públicos do município será promulgado pela Câmara de Porto Alegre. A proposta, de autoria da vereadora Natasha Ferreira (PT), foi aprovada pelo Legislativo em agosto, com 17 votos favoráveis de 11 contrários. A expectativa é de que a lei seja assinada ainda nesta semana. 

A proposta prevê que 1% das vagas de concursos para servidores e estagiários do município será reservado para candidatos pertencentes ao grupo. O texto considera como principal critério para o uso dessa cota a autodeclaração, que poderá ser analisada por comissões de heteroidentificação. Em casos de não preenchimento das vagas reservadas, elas serão distribuídas aos demais candidatos. 

Como previsto por lei, Melo teve 15 dias úteis para analisar a proposta. O prefeito foi pressionado por parlamentares da base ligados à extrema-direita, que discursaram e votaram contra o texto, para vetar a proposta. Eles defendem que a reserva de vagas pra pessoas trans segrega o grupo, configurando-se assim como uma proposta preconceituosa e, inclusive, desnecessária. 

No período de análise da proposta, movimentos ligados à causa LGBTQIA+ se organizaram para pressionar o chefe do Executivo pela sanção do texto. Além de moções de apoio ao projeto aprovadas na VII Conferência Municipal de Direitos Humanos e na Conferência Livre LGBTI+ de Porto Alegre, o mandato de Natasha enviou uma carta aberta, com mais de 270 assinaturas, à primeira-dama da Capital, Valéria Leopoldino, pleiteando a sanção. 

Questionada pela reportagem sobre o motivo do silêncio, a assessoria de Melo afirmou que esta é uma prerrogativa do cargo. "Em respeito à decisão da Câmara, que poderá promulgar a lei que foi aprovada", justificou, em nota.

Para a autora do projeto, mesmo com o silêncio do prefeito, a promulgação da lei é uma vitória à cidade e ao serviço público, que se tornará mais diverso. "Estamos ansiosos pela sanção do projeto, para que a gente possa de fato entregar esse avanço na garantia da diversidade e da justiça social para Porto Alegre”, declarou.

Leia o artigo inteiro

Do Twitter

Comentários

Aproveite ao máximo as notícias fazendo login
Entrar Registro