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Messias agradece apoio de Mendonça após Senado rejeitar indicação de Lula ao STF

Após a derrota no Senado, o advogado-geral da União, Jorge Messias, agradeceu nesta quinta-feira (30) o apoio do ministro André Mendonça, do STF (Supremo Tribunal Federal), que articulou para tentar aprovar seu nome para uma vaga na corte.

Messias classificou os meses em que buscou angariar votos favoráveis dos senadores após ser indicado ao tribunal pelo presidente Lula (PT) como uma "desafiadora jornada" e disse que o apoio de Mendonça no processo foi uma das "maiores honras" de sua vida.

"Sua postura reflete integridade, bondade e coerência, servindo como uma fonte de inspiração para toda uma geração de magistrados", escreveu o AGU a Mendonça em postagem nas redes sociais. "Que Deus o abençoe abundantemente por sua firmeza em manter os ensinamentos do evangelho de Jesus Cristo", completou.

Messias fez a publicação em resposta a um tweet de Mendonça, que ainda na noite de quinta-feira (29) disse respeitar a decisão do Senado, mas lamentou a rejeição do advogado-geral da União.

"O Brasil perde a oportunidade de ter um grande ministro do Supremo. Messias é um homem de caráter, íntegro e que preenche os requisitos constitucionais para ser ministro do STF", escreveu o magistrado no X (ex-Twitter).

O ministro disse ainda que o AGU "combateu o bom combate". "Amigo verdadeiro não está presente nas festas; está presente nos momentos difíceis. Messias, saia dessa batalha de cabeça erguida", afirmou.

Como mostrou a Folha, a campanha de ministros do Supremo junto a senadores para tentar aprovar a indicação de Jorge Messias incluiu a influência de Mendonça, uma virada no posicionamento de Gilmar Mendes e um encontro mediado por Cristiano Zanin.

Em votação secreta, no entanto, 42 senadores se manifestaram contra a aprovação, enquanto 34 dos 41 necessários foram a favor. A decisão representou uma derrota histórica para Lula, sendo a primeira vez que o Senado rejeitou a indicação de um presidente da República para o STF desde 1894.

Ministros avaliaram após a derrota que o poder de influência dos magistrados que atuaram a favor de Messias —Mendonça, Kassio Nunes Marques, Gilmar e Zanin— se demonstrou menor do que inicialmente previsto, segundo apurou a Folha.

Brasília Hoje

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Um magistrado sinalizou a um interlocutor que é preocupante o fato de Mendonça ser o relator de dois dos casos mais rumorosos para a política (o do INSS e o do Banco Master) e ainda assim não ter conseguido virar votos suficientes entre senadores de oposição.

Mendonça foi advogado-geral da União e também é evangélico. Apesar de ter sido confirmado para o Supremo, assim como Messias, o ministro também enfrentou resistência no Senado.

Indicado pelo então presidente Jair Bolsonaro (PL), Mendonça recebeu 18 votos a favor e 9 contrários na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça). Foi aprovado com 47 a 32 no plenário.

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