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Messias posta versículo bíblico que diz não ter 'medo de dez mil inimigos' após ser rejeitado pelo Senado

Rejeitado pelo Senado, o advogado-geral da União, Jorge Messias, publicou em suas redes sociais nesta quinta-feira (30) um versículo da Bíblia que diz não ter "medo de dez mil inimigos que me cercam de todos os lados".

"Deitei-me e dormi; acordei em segurança, pois o senhor me guardava. Não tenho medo de dez mil inimigos que me cercam de todos os lados. Salmos 3:5-6", diz a legenda da postagem, um dia após receber 42 votos contrários de senadores à sua indicação a uma vaga no STF (Supremo Tribunal Federal).

Apenas 34 foram a favor do nome apresentado pelo presidente Lula (PT). Eram necessários 41 senadores.

Veja abaixo a postagem de Jorge Messias no Instagram:

A negativa do Senado a Messias foi patrocinada pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP) e impôs uma derrota histórica a Lula.

Na sabatina, Messias fez um intenso trabalho para cortejar parlamentares de direita ao reforçar o fato de ser evangélico e sinalizou a senadores que concordava com a autocontenção do Judiciário, mas os apelos não foram suficientes.

A decisão é resultado de uma queda de braço entre o Congresso e o Palácio do Planalto, somada a um longo processo de desgaste da cúpula do Judiciário e de um fortalecimento da direita no cenário que antecede as eleições deste ano.

Após a votação no plenário, Messias disse em entrevista à imprensa que não é fácil passar por uma rejeição do Senado, mas que a Casa é soberana e é preciso aceitar suas decisões.

"Não é simples alguém com minha trajetória passar por uma reprovação, mas eu aprendi que minha vida está nas mãos de Deus. Ele sabe de todas as coisas, tem um plano. Eu cumpri meu propósito, e as pessoas precisam entender que às vezes as respostas que nos confrontamos não são aquelas que gostaríamos. Mas são as respostas que são dadas e nós temos que aceitar o resultado", afirmou.

Brasília Hoje

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Como mostrou a Folha, o AGU estava no gabinete da liderança do governo no Senado, num ambiente reservado, com cerca de 30 pessoas próximas, enquanto os senadores votavam. Ele recebeu um longo abraço da sua mulher, Karina Messias, quando foi confirmada sua rejeição.

Sua tranquilidade, porém, contrastou com a inquietação dos aliados políticos, que logo tentaram entender a anatomia da derrota para o Planalto.

Em reunião na residência oficial da Presidência, o Palácio da Alvorada, logo após o fim da votação, integrantes do governo e aliados identificaram dissidências no MDB e no PSD, em um conluio conduzido por Alcolumbre, segundo apurou a Folha.

Além da atuação de Alcolumbre, colaboradores do presidente apontam a participação do senador Rodrigo Pacheco (PSB-MG) e do ministro Alexandre de Moraes, do STF, em um "conluio", nas palavras de um deles, para impedir a nomeação de Messias.

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