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Meta vai perder Instagram e WhatsApp? Entenda julgamento contra a empresa hoje

Um julgamento marcado para esta segunda-feira (14), nos Estados Unidos, pode fazer a Meta perder o controle do Instagram e do WhatsApp. A Comissão Federal de Comércio dos EUA (FTC, na sigla em inglês) moveu um processo antitruste contra a empresa de Mark Zuckerberg , alegando que as aquisições das duas plataformas foram ilegais e prejudicaram o mercado ao eliminar a concorrência e criar um monopólio. Em sua defesa, a Meta argumenta que a compra das redes sociais "trouxe benefícios aos consumidores". A seguir, entenda mais sobre o caso.

 Getty Images Meta pode perder Instagram e WhatsApp; entenda — Foto: Getty Images

A Comissão antitruste alega que as aquisições feitas pela Meta eliminaram a competitividade no setor ao concentrar as principais redes sociais sob o controle de uma única empresa. Como consequência desse monopólio, a FTC aponta a queda na qualidade dos serviços oferecidos pela big tech — especialmente no Instagram, com o aumento excessivo de anúncios e políticas de segurança e privacidade consideradas pouco transparentes.

Para corrigir as distorções no mercado, o órgão pede que o Instagram e o WhatsApp sejam desmembrados da estrutura principal da Meta ou, em último caso, vendidos para outras empresas. A eventual perda dessas plataformas pode causar um impacto bilionário sobre as ações da big tech, já que a principal fonte de receita da companhia é a publicidade no Instagram. Atualmente, a Meta tem um valor de mercado estimado em US$ 1,3 trilhão — o equivalente a mais de R$ 7,6 trilhões na cotação atual.

A linha de defesa da Meta está baseada na alegação de que há ampla concorrência no setor e que, por isso, passou anos copiando funcionalidades de sucesso de outras plataformas como estratégia para atrair usuários. A empresa também deve citar o X (antigo Twitter), o TikTok, o YouTube e o iMessage como seus principais concorrentes no mercado.

Em pronunciamento sobre o caso, o porta-voz da empresa, Christopher Sgro, afirmou que “a ação da FTC contra a Meta desafia a realidade” e que “o julgamento mostrará o que todo adolescente de 17 anos já sabe”.

O Instagram foi adquirido pela Meta em 2012, quando a rede social de fotos contava com cerca de 30 milhões de usuários. O WhatsApp, comprado dois anos depois, já era, na época, o aplicativo de mensagens mais popular do mundo, com 450 milhões de usuários.

Nesta primeira fase, o juiz distrital James Boasberg irá decidir se a Meta violou ou não a legislação antitruste. Executivos da empresa, incluindo o próprio Mark Zuckerberg, deverão depor em tribunal. A Comissão também apresentará diversos e-mails e documentos que sustentam a acusação — em um deles, Zuckerberg teria escrito que "É melhor comprar do que competir", para justificar a aquisição do Instagram.

Se o juiz aceitar a argumentação da FTC, o caso avança para uma segunda fase. Nessa nova etapa, serão realizadas audiências para definir o futuro do Instagram e do WhatsApp no portfólio da Meta. O julgamento não tem prazo para terminar e pode se estender por anos.

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