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Milei anuncia novo chefe de gabinete do governo

O presidente da Argentina, Javier Milei, anunciou o novo chefe de gabinete de seu governo após o anterior renunciar por investigações de enriquecimento ilícito. Diego Santilli, atual ministro do Interior, tomará posse na terça-feira (30), segundo Milei.

Em comunicado ainda no domingo, Santilli agradeceu Milei pela oportunidade e disse que vai ajudar o presidente argentino a "tirar o país do buraco".

"Assumo o desafio mais importante da minha vida com o compromisso de seguir trabalhando para que este governo continue fazendo história. (...) Vou dar tudo de mim para que este governo continue avançando nas reformas estruturais que a Argentina precisava há décadas", afirmou Santilli nas redes sociais.

Agora no g1

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Investigado pela Justiça, Manuel Adorni renuncia

O chefe de gabinete do governo da Argentina, Manuel Adorni, deixou a função neste sábado (27) por estar envolvido em um escândalo por suposto enriquecimento ilícito e ocultação de patrimônio. Ele também já havia renunciado ao cargo de porta-voz do governo dias antes.

O próprio Adorni publicou uma carta de demissão em suas redes sociais, confirmando sua saída. "Obrigado pela confiança, Sr. Presidente. Foi uma verdadeira honra", escreveu o agora ex-funcionário.

Miguel Adorni, porta-voz do governo Milei. Foto de maio de 2026. — Foto: REUTERS/Tomas Cuesta

Ele afirmou que se tratava de economias "não declaradas" provenientes de investimentos em criptomoedas entre 2014 e 2018. No entanto, isso contradisse declarações anteriores dadas por ele ao Congresso argentino: em abril, ele afirmou aos parlamentares que "nunca houve ocultação alguma" de seu patrimônio.

O caso é investigado pela Justiça Federal argentina junto com denúncias sobre compra e reforma de imóveis por centenas de milhares de dólares, em um escândalo que ganha um novo capítulo a cada semana.

Adorni resistiu no cargo com apoio do presidente e apresentou explicações consideradas insuficientes. Milei tentou mantê-lo até o último momento e, na manhã de sexta-feira (26), durante visita à Espanha, o presidente argentino chegou a afirmar que só o demitiria caso a Justiça o considerasse culpado de corrupção.

Na carta, Adorni agradeceu à Milei: “Obrigado. Obrigado por compreender as razões e por me compreender: pela primeira vez desde aquele 10 de dezembro de 2023, estou a contrariar os seus desejos. Obrigado por finalmente aceitar a minha demissão desta vez.”

Adorni, de 46 anos, começou no governo como porta-voz presidencial em 2023 e passou à chefia de Gabinete em novembro passado.

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