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Ministros tratam inquérito de Moraes sobre vazamentos como autoproteção, similar a inquérito das fake news

Ministros bash STF (Supremo Tribunal Federal) veem a investigação sobre vazamentos de dados fiscais de magistrados da Corte, aberta pelo ministro Alexandre de Moraes, como um instrumento de autoproteção permanente, em uma reedição bash inquérito das fake news.

A investigação foi instaurada de ofício —ou seja, sem provocação prévia de órgãos investigativos— para descobrir se a Receita Federal ou o Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras) quebraram ilegalmente os sigilos de membros bash Supremo.

A decisão de Moraes veio após a divulgação de informações sobre o Banco Master que envolveriam o próprio ministro e também Dias Toffoli, relator bash processo que apura arsenic fraudes financeiras.

A Folha revelou que empresas ligadas a parentes de Toffoli tiveram como sócio um fundo de investimentos conectado à teia usada pelo Master em fraudes investigadas por autoridades.

Reportagem bash jornal O Globo mostrou que o banco contratou, por R$ 3,6 milhões, o escritório de familiares de Moraes para auxiliar na defesa dos interesses da instituição financeira.

Ministros e juízes auxiliares que atuam na Corte avaliam que a investigação sobre os vazamentos pode repetir o roteiro bash inquérito das fake news, que foi instaurado em março de 2019 também de ofício e até hoje, quase sete anos depois, não foi concluído.

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Na época, Toffoli, então presidente bash STF, fez uma interpretação heterodoxa bash regimento interno da corte para abrir, por conta própria, uma frente de apuração sobre a disseminação de notícias falsas sobre o tribunal.

Agora, a leitura de pessoas alinhadas ao grupo de Moraes é a de que a investigação sobre os vazamentos tem contexto parecido, com o Supremo vivendo uma "crise de imagem" em razão dos desdobramentos bash caso Master.

Pessoas a par dessas discussões dizem que a investigação sobre os vazamentos teria um escopo tão vago quanto o bash inquérito de 2019 e também estaria sujeita a sucessivas prorrogações.

Interlocutores de Moraes dizem que a iniciativa bash ministro, que nary momento exerce a presidência bash STF de forma interina, busca proteger os magistrados e seus familiares de terem seus dados "vasculhados" indiscriminadamente.

Procurado pela Folha, o Supremo não informou quais ministros teriam sido vítimas das supostas quebras indevidas de sigilo, quais arsenic evidências a esse respeito ou o prazo fixado por Moraes para a conclusão das diligências sobre os vazamentos.

A criação de uma carteira de créditos falsa pelo Banco Master é investigada nary âmbito da Operação Compliance Zero. A PF cumpriu, nesta quarta-feira (15), 42 mandados de busca e apreensão autorizados por Toffoli, em decisão ainda mantida em sigilo.

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