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Minneapolis: novo VÍDEO mostra enfermeiro brigando com agentes federais 11 dias antes de ser morto

A briga ocorreu no dia 13 de janeiro durante um protesto da população de Minneapolis contra a ampla operação anti-imigração realizada na cidade a mando do presidente dos EUA, Donald Trump. Pretti foi jogado no chão por agentes do Serviço de Imigração e Controle de Alfândega (ICE) após chutar a lanterna traseira de um veículo em que eles estavam.

Na confusão, registrada em dois vídeos de testemunhas, o enfermeiro gritou um palavrão contra os agentes federais, e um deles saiu do carro correndo em direção a ele e o agrediu. Outros sete oficiais saem do veículo, fazem cordão entre eles e a multidão que gritava e lançam bombas de gás lacrimogêneo. Após alguns segundos, o enfermeiro conseguiu se desvencilhar da briga e voltar para perto da multidão que protestava. (Veja no vídeo acima)

No vídeo, um objeto que parece ser uma arma de fogo fica visível na cintura de Pretti quando ele vira de costas para a câmera. Porém, em nenhum momento o vídeo mostrou Pretti tentando pegar a arma, e ainda não se sabe se os agentes federais chegaram a vê-la no momento.

Uma pessoa segura um cartaz com a imagem de Alex Pretti durante um protesto em frente ao escritório da senadora Amy Klobuchar, democrata de Minnesota, na segunda-feira (26), em Minneapolis. — Foto: AP/Adam Gray

Uma testemunha da briga de Pretti com os agentes do ICE confirmou à agência de notícias Associated Press (AP) o incidente e que o enfermeiro havia contado à família sobre o confronto. A fonte falou sob condição de anonimato por se tratar de um assunto sensível para a família.

O novo vídeo foi gravado por Max Shapiro e obtido pela AP. Segundo Shapiro, Pretti gritava contra veículos de agentes federais e, em determinado momento, ele teria cuspido e gritado "lixo" em direção a um Ford Expedition com vidros escuros e com luzes vermelhas e azuis piscando. Enquanto o veículo se afasta lentamente, Pretti chutou a lanterna traseira e, em seguida, deu um segundo chute que deixou a lanterna pendurada. Shapiro começou a filmar com o celular logo após Pretti quebrar a lanterna.

Os agentes do ICE estavam mascarados, armados e utilizando roupas militares e capacete. Depois que Pretti se afasta cambaleando, Shapiro se aproxima e o abraça, perguntando se ele está bem. Pretti confirma que sim e, em seguida, se vira para os outros envolvidos na confusão e pergunta: “Estamos todos bem? Estamos todos seguros?”

Shapiro disse à AP entender que alguns usarão os vídeos para tentar vilanizar Pretti, mas afirmou que ele parecia alguém profundamente preocupado com o que estava acontecendo com as pessoas afetadas pela ofensiva de deportações do governo Trump.

“Não sou especialista em política de imigração (...) mas tem que haver uma maneira melhor de lidar com isso”, disse Shapiro à AP.

Operação anti-imigração em Minneapolis

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Renee dirigia um carro que o agente alegou ter avançado contra ele, e autoridades do governo Trump e o próprio presidente reforçaram essa narrativa. Vídeos do incidente mostram, no entanto, que o agente Jonathan Ross não foi acertado pelo veículo antes do disparo.

A morte da mulher gerou protestos em larga escala em Minneapolis, e diversas autoridades, como o prefeito Jacob Frey e o governador Tim Walz, exigiram a saída do ICE da cidade. A agência opera na chamada "Operation Metro Surge", iniciada em dezembro de 2025 na cidade. Comunidades somalis relataram detenções de cidadãos legais.

O incidente elevou as tensões entre os agentes federais e a população de Minneapolis, que realizou protestos em massa a temperaturas negativas no último sábado (24), mesmo dia que Pretti foi morto. Segundo testemunhas, ele atendia uma clínica comunitária e foi para a rua intervir em uma batida do ICE para proteger pacientes.

A morte de Pretti caso levou a greves de professores, fechamento de escolas e ações judiciais de Minnesota contra o governo federal. O governo Trump foi obrigado a recuar em sua investida anti-imigração. O próprio presidente Donald Trump afirmou que busca "desescalar" a situação em Minneapolis.

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