Morreu, nesta quinta-feira (31), o ex-prefeito de Porto Alegre Guilherme Socias Villela, aos 90 anos. Ele estava internado no Hospital Santa Casa.
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Morreu, nesta quinta-feira (31), o ex-prefeito de Porto Alegre Guilherme Socias Villela, aos 90 anos. Ele estava internado no Hospital Santa Casa.
O atual prefeito da cidade, Sebastião Melo, decretou luto de três dias e lamentou o ocorrido. “Recebemos com enorme tristeza a notícia do falecimento do ex-prefeito Guilherme Socias Villela, gestor exemplar que deixou um legado de desenvolvimento urbano, ambiental e social em Porto Alegre”, escreveu Melo na rede social X.
“Não por acaso, nossa sede administrativa recebeu o nome dele ainda em vida, como homenagem ao seu trabalho pela cidade. A Prefeitura irá decretar luto oficial de três dias, com publicação ainda hoje no Diário Oficial. Desejamos força para a nossa colega Ana Pellini, secretária da Fazenda, sua esposa, aos demais familiares e a todos os admiradores do grande Villela neste momento de dor”, continuou o prefeito.
Uma mesa reuniu políticos e suas esposas, como Melo, o ex-governador José Ivo Sartori (MDB), o presidente do PP gaúcho, Celso Bernardi, e o presidente da Câmara Municipal da Capital na época, Idenir Checchim (MDB), além do ex-ministro Luís Roberto Ponte (MDB), entre outros.
O governador Eduardo Leite é outra liderança política que citou a morte de Villela em suas redes sociais. "Ele deixa um grande legado de obras e realizações que moldaram o desenho urbano que hoje conhecemos da Capital", publicou.
Leite lembrou que foi em sua gestão que foram inaugurados o Parque Harmonia (Maurício Sirotsky Sobrinho) e o Parque Marinha do Brasil, além das primeiras e segundas perimetrais e do Viaduto Ildo Meneghetti. "Guilherme também foi o idealizador do Brique da Redenção, uma tradição dominical cultivada pelos porto-alegrenses desde 1978, que se tornou marco cultural e social da cidade. E ainda um precursor na estruturação pública de preservação do Meio Ambiente de Porto Alegre. Que esse legado siga como inspiração para gestores e cidadãos porto-alegrenses que acreditam no desenvolvimento da Capital. Meu abraço de solidariedade à família", escreveu.
Villela foi prefeito nomeado - não eleito pelo voto popular - de Porto Alegre em dois períodos, de 1975 a 1983, durante a ditadura militar, pela Arena, e pelo partido que a sucedeu a partir de 1980, o PDS.
No Parlamento gaúcho, foi eleito pelo PDS, em 1990. Em 1992, deixou o Legislativo para assumir a Secretaria de Estado dos Transportes. Teve diversas funções em órgãos públicos do Estado, como a de diretor da CEEE e do Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE), e de presidente do Conselho da Agência Estadual de Regulação dos Serviços Públicos Delegados do RS (Agergs). Nas eleições de 2012, candidatou-se a vereador pelo Partido Progressista (PP), sendo o terceiro mais votado no pleito. Exerceu o cargo entre 2013 e 2016, e não concorreu à reeleição.
Natural de Uruguaiana, Villela formou-se em Economia pela Ufrgs e diplomou-se pela Escola Superior de Guerra do Rio de Janeiro. O velório será realizado nesta sexta-feira (1º), entre 10h e 17h, no Plenário Otávio Rocha.
Gestão em Porto Alegre foi pioneira na criação da Secretaria do Meio Ambiente e no desenvolvimento urbano
A gestão de Guilherme Socias Villela em Porto Alegre desenvolveu projetos urbanísticos, principalmente o I Plano Diretor de Desenvolvimento Urbano. Também reurbanizou a Ilhota, partes do Menino Deus, Cidade Baixa e Praia de Belas, abrindo a Erico Verissimo e a Aureliano Figueiredo Pinto. A administração Villela também está associada à construção dos corredores de transporte da Assis Brasil, Farrapos, Protásio Alves e Bento Gonçalves, duplicada e pavimentada até o município de Viamão, dando acesso ao bairro Lomba do Pinheiro e Campus da Ufrgs.
Ampliou e pavimentou outras vias, entre elas a I Perimetral, trechos da radial Teresópolis, Voluntários da Pátria, Ipiranga, Cel. Marcos, Juca Batista, Nilo Peçanha e Sertório. Abriu a Vasco da Gama, como binário da Independência, construindo na Ramiro Barcelos o viaduto Ildo Meneghetti, além de muitas outras obras viárias.
Na área dos transportes, instituiu as tarifas única e integrada para os ônibus, criou as linhas transversais T1, T2, T3 e T4 e ainda o Programa de renovação e ampliação da frota.
Na área cultural, além do Centro de Cultura, criou o Brique da Redenção, o Museu da Cidade e o Conselho do Patrimônio Histórico.
Precursor, em 1976, na instituição da Secretaria do Meio Ambiente, Villela expandiu a área verde da Capital, além dos Parques Marinha do Brasil, Maurício Sirotsky Sobrinho, Mascarenhas de Moraes e 20 de Maio, criou 35 novas praças.

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