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Movimentos doam quentinhas no Rio após vereadora pedir que população não distribua comida

Movimentos sociais fizeram um protesto contra a vereadora do Rio de Janeiro Talita Galhardo (PSDB) e distribuíram nesta terça-feira (16) 500 quentinhas para pessoas em situação de rua nas escadarias da Câmara do Rio de Janeiro.

Na semana passada, Talita publicou vídeo em que pediu à população para não doar comida a pessoas em situação de rua neste Natal. Ela associou a presença dessas pessoas ao potencial aumento dos índices de criminalidade.

Talita não publicou pesquisa ou estudo que confirme a afirmação.

A vereadora foi procurada pela reportagem por meio da equipe de gabinete, mas não respondeu.

"Com todo respeito ao espiríto natalino e à boa vonade das pessoas, não fique distribuindo quentinha na rua. Essas pessoas que moram na rua muitas vezes estão aumentando os índices de criminalidade e vocês estão fazendo com que ele se acostume a ficar naquele lugar", disse Talita em vídeo.

Vereadora de primeiro mandato, Talita integra a base do prefeito Eduardo Paes (PSD) e foi subprefeita de Jacarepaguá.

O ato foi organizado pelo MTST (Movimento dos Trabalhadores Sem Teto), pela Ação da Cidadania e pelo Fórum de Cozinhas Solidárias. O MTST escreveu que "as declarações são graves, estigmatizantes e desinformadas, além de atacarem diretamente ações humanitárias fundamentais no enfrentamento à fome e à miséria".

"O que aumenta a população em situação de rua não é a solidariedade, mas a falta de políticas públicas de moradia, trabalho, saúde e assistência social. Criminalizar quem distribui comida é atacar quem salva vidas todos os dias", escreve o movimento na convocação.

A fala de Talita, publicada em vídeo na semana passada, repercutiu entre vereadores na Câmara do Rio. O vereador Rick Azevedo (PSOL) disse sentir vergonha de "fazer parte do mesmo parlamento" que Talita.

Em discurso no plenário na última sexta (12), ela voltou a associar a presença de pessoas em situação de rua com crimes.

"Eu não falei de forma nenhuma que o morador é criminoso. Falei que os índices aumentam em locais onde usuários de droga usam a droga."

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