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'Não tem pessoa viva': por que leitura de rosto no gov.br dá erro 'macabro'

O jornalista Matheus Alvarenga, 30, precisou refazer o reconhecimento facial no seu celular e teve dificuldades. "Tinha formatado o celular e precisei cadastrar novamente o gov.br e apareceu essa mensagem de que eu não estava vivo. Acredito que foi um bug, porém foi bem engraçado", afirmou.

Ele disse que precisou fazer o procedimento duas vezes antes de dar certo. Na primeira, deu um erro; na segunda, foi exibida a notificação de que ele não estava vivo. "Melhorei a luz de onde eu estava e consegui acessar normalmente."

O reconhecimento facial serve para elevar a conta gov.br para o nível ouro, dando acesso a serviços mais sensíveis e completos. Durante este processo, é feita uma comparação do rosto captado com as bases do governo, como imagens da CIN (Carteira de Identidade Nacional), ICN (Identificação Civil Nacional), mantida pelo TSE, e da CNH (Carteira Nacional de Habilitação). O processo é solicitado ao fazer o primeiro cadastro ou para realizar procedimentos mais sensíveis, como assinar documentos digitalmente, fazer prova de vida do INSS, recuperar a senha ou login em um novo dispositivo.

"Não identificamos uma pessoa viva na verificação" é uma mensagem que indica verificação "liveness". Além de checar a imagem com bases do governo, o sistema checa se a pessoa que está realizando o processo está viva para evitar fraudes ou a simples reprodução de uma foto. Por essa razão, exige durante o processo a movimentação do rosto. Em algumas situações, é pedido inclusive que a pessoa pisque ou sorria.

A medida é para evitar que alguém pegue uma foto em uma rede social e se passe por você. Quem explica é um profissional que atua no ramo de tecnologia voltada para reconhecimento facial. "Apesar de evitar fraude, a tecnologia acaba dando muito falso negativo e, eventualmente, exige que a pessoa tente algumas vezes."

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