Noboa nomeou duas dezenas de grupos como terroristas e deu aval aos militares para combatê-los.
É essa a situação da nação que se transformou na mais violenta do continente, que nos últimos sete anos registrou aumento de 500% na taxa de homicídios, 80% deles relacionados às gangues, de acordo com o Crisis Group.
O epicentro da atuação desses grupos está em Guayaquil, onde operam livremente de dentro das penitenciárias, denotando a corrupção no sistema prisional.
Na semana passada, o presidente de centro-direita propôs um referendo de 11 perguntas com medidas de segurança mais rigorosas, que visavam a garantir o apoio da população à intervenção militar no combate ao crime, com penas mais severas para os crimes graves, como homicídio, tráfico, terrorismo, lavagem de dinheiro, mineração ilegal ou a contratação de um assassino.
“É possível combater o crime, ter um sistema de justiça que responda com penas mais duras e firmes e, acima de tudo, criar novos empregos para o Equador. Todos devemos contribuir para fazer o país avançar”, argumentou o presidente. Ele enviou o projeto ao Tribunal Constitucional, que teria 20 dias para responder sobre o referendo.

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Um mês depois da posse do presidente, pelo menos duas dúzias de juízes e altos funcionários de segurança foram presos, após uma megaoperação no Conselho Judiciário. Wilman Terán, o presidente do órgão, que regulamenta a atuação de tribunais e juízes, e Pablo Ramírez, o ex-diretor nacional de prisões, estavam entre os presos.
Noboa cumpria, assim, a ameaça de “nomear e envergonhar juízes e procuradores que permitiam que criminosos saíssem em liberdade das prisões”. Ele anunciou a construção de novas prisões e a transferência dos criminosos mais perigosos para barcos prisionais, que seriam ancorados em alto-mar, a 130 quilômetros da costa.
O presidente chegou a divulgar, numa entrevista, naquele mês, que um dos grupos criminosos havia proposto um acordo de paz.

Invasão de TV e ‘conflito armado interno’: entenda crise de segurança no Equador

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2 anos atrás
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