O deputado Rodrigo Rollemberg (PSB-DF) avalia que os fatos mais recentes envolvendo o Banco Master reforçam ainda mais a necessidade de criação de uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) para apurar, entre outras coisas, a oferta de compra do BRB pela instituição de Daniel Vorcaro.
As ramificações do escândalo do Master já atingiram STF (Supremo Tribunal Federal), Banco Central, TCU (Tribunal de Contas da União) e Polícia Federal, instituições que tiveram a atuação na crise da instituição contestada em algum momento.
Em um dos episódios mais recentes, o ministro Dias Toffoli, do STF, deu decisões que sinalizam desconfiança em relação à PF, ao determinar que as provas do caso Master fiquem com a PGR (Procuradoria-Geral da República).
Rollemberg afirma já haver um número bem superior ao mínimo necessário —de 171 assinaturas— para criar a CPI. "Quando terminou o recesso, nós ainda não tínhamos, mas ao longo do recesso nós continuamos coletando e claro que todos os fatos que vieram à tona acabaram contribuindo também pra isso. Então temos um número bem superior ao necessário", afirma.
Na avaliação dele, o dado mais relevante, em termos de fatos concretos, é a venda de R$ 12,2 bilhões em créditos inexistentes, segundo os investigadores, do Banco Master para o BRB. Em março, o banco estatal de Brasília adquiriu 58% das ações do Master. Em setembro, a compra foi rejeitada pelo BC, que disse ter levado em conta o risco de sucessão para vetar o negócio.
"O que chamou muita atenção na época foi a ênfase com que o governador Ibaneis [Rocha] defendeu essa operação. Ele defendeu como um garoto-propaganda", critica Rollemberg. "É claro que o governador Ibaneis é um personagem importante. Tanto ele quanto o ex-presidente do BRB [Paulo Henrique Costa], quanto os diretores do Banco Central têm muito a esclarecer."
Nesta semana, a atual gestão do BRB sinalizou que pode recorrer ao governo do Distrito Federal, seu controlador, caso seja confirmado prejuízo decorrente da compra de carteiras de crédito do Master. Rollemberg critica a solução. "Isso é lesar a população duas vezes", diz. "A população do Distrito Federal não tem responsabilidade nenhuma por esse rombo, por essa fraude. Quem tem que pagar são os responsáveis pela operação."

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