O cantor Zé Felipe voltou a ser assunto nas redes sociais após surgir em uma apresentação sem o uso do autotune, recurso bastante comum entre artistas da música pop. O momento chamou atenção por acontecer pouco depois do término com Virgínia Fonseca e surpreendeu o público pela qualidade vocal do cantor sem depender do software. O episódio levantou curiosidade sobre o que é o autotune, recurso presente em estúdios e shows ao vivo, que pode ser usado tanto para corrigir pequenas falhas de afinação quanto para criar o famoso efeito robótico que já virou marca de artistas internacionais. A seguir, saiba mais sobre o autotune e descubra como a tecnologia surgiu e de que forma é utilizada.
O que é autotune? Conheça recurso que muda a voz de cantores — Foto: Freepik/PV Productions
Autotune é uma técnica utilizada na indústria musical como ferramenta auxiliar de cantores e instrumentistas — Foto: Divulgação/Freepik (marymarkevich) O autotune é uma tecnologia usada na produção musical para corrigir a afinação de vozes e instrumentos. O recurso identifica quando uma nota está fora do tom e a ajusta automaticamente para a escala correta, o que garante maior precisão sonora. Embora o nome venha do software Auto-Tune, lançado em 1997 pela empresa Antares Audio Technologies, o termo acabou se popularizando como sinônimo de qualquer programa que faça esse tipo de correção.
Além de ajustar falhas discretas, o autotune também pode ser aplicado de forma estilística, criando o efeito robótico característico presente em várias músicas. Esse uso se tornou famoso a partir de “Believe”, de Cher, em 1998, e hoje é marca de diferentes artistas. Dessa forma, a tecnologia ficou consolidada como um dos mais importantes da música pop e eletrônica.
O autotune funciona analisando o áudio em tempo real para identificar o tom da voz ou do instrumento. A partir daí, o software compara a nota detectada com a escala musical escolhida e ajusta automaticamente qualquer desvio, movendo a afinação para a nota correta mais próxima. Esse processo pode ser feito de forma sutil, quase imperceptível para o ouvinte, ou de maneira mais intensa, resultando no efeito robótico característico que se tornou popular na música pop.
A empresa Antares Audio Technologies, criadora do autotune, segue ativa no ramo musical — Foto: Divulgação/Antares Audio Technologies O autotune surgiu em 1997, criado pelo engenheiro e músico Andy Hildebrand e lançado pela empresa Antares Audio Technologies. A história por trás da invenção é curiosa: antes de trabalhar com música, Hildebrand era geofísico e atuava na área de exploração de petróleo. Ele desenvolveu softwares que utilizavam ondas sísmicas para mapear o subsolo da Terra e percebeu que as mesmas técnicas de processamento poderiam ser aplicadas para analisar e manipular sons musicais.
A partir dessa ideia, Hildebrand adaptou seus conhecimentos de matemática e processamento de sinais para criar um programa capaz de detectar a frequência de um som e ajustá-la automaticamente à nota correta em uma escala musical. O objetivo inicial era ajudar artistas a se concentrarem mais na expressão emocional da performance, sem depender de inúmeras regravações para corrigir pequenas falhas de afinação. O primeiro lançamento comercial do Auto-Tune, em 1997, chamou rapidamente a atenção da indústria fonográfica, revolucionando a produção musical e abrindo caminho tanto para o uso discreto em estúdio quanto para os efeitos estilísticos que se popularizaram nos anos seguintes.
Para que serve o autotune?
O uso do autotune é uma das marcas registradas da dupla Daft Punk — Foto: Divulgação/Spotify Em primeiro lugar, o autotune serve para corrigir a afinação de vozes e instrumentos, o que garante que as notas executadas fiquem dentro do tom desejado. Esse uso pode ser bem discreto, quase imperceptível para o público, sendo comum em estúdios de gravação para polir pequenas imperfeições de uma apresentação sem comprometer a naturalidade.
Além da correção sutil, o recurso também é muito explorado como efeito estilístico, criando a sonoridade robótica característica que já virou marca registrada de artistas como Daftpunk, Travis Scott e Kanye West. Outra aplicação importante é nas apresentações ao vivo, em que o autotune atua em tempo real para ajudar cantores a manterem a afinação, mesmo em desempenhos mais intensos. Em alguns casos, ele ainda é usado para experimentações sonoras, aplicando o efeito em instrumentos ou na produção eletrônica, ampliando função além do canto.
O autotune funciona a partir de algoritmos que analisam o áudio em tempo real para detectar o pitch (altura da nota). Esse processo é feito por meio de cálculos matemáticos que transformam o sinal sonoro — originalmente uma onda no domínio do tempo — para o domínio da frequência, geralmente com o uso da Transformada Rápida de Fourier (FFT). Assim, o software consegue identificar a frequência fundamental do som, que corresponde à nota cantada ou tocada.
Quando o pitch detectado não corresponde à escala ou tonalidade definida, o autotune calcula a diferença e corrige o desvio, movendo a nota para a afinação mais próxima dentro daquela escala. A intensidade da correção depende dos parâmetros escolhidos pelo produtor, como a velocidade de retune: se ela for configurada de forma rápida, o ajuste é imediato e cria o famoso efeito robótico; já em valores mais lentos, o resultado é natural e quase imperceptível. Dessa forma, o autotune combina matemática avançada e processamento digital de sinais para transformar performances musicais em tempo real ou durante a pós-produção.
O Autotune Pro 11 é a versão mais atual do software criado pela Antares Audio Technologies — Foto: Divulgação/Antares Audio Technologies Para usar o autotune, é necessário contar com um software ou plugin de correção de afinação, como o Auto-Tune Pro da Antares ou opções integradas em DAWs (Digital Audio Workstations) como o FL Studio, Logic Pro e Ableton Live. O processo básico envolve importar ou gravar a faixa de áudio que será corrigida e configurar a escala musical e a tonalidade da música.
Depois, é possível ajustar parâmetros como a velocidade de retune, que determina quão rápido o software corrige as notas, e a sensibilidade, que define a tolerância para desvios de afinação. Para efeitos sutis, como correção natural, usa-se uma velocidade mais lenta; para criar o som robótico característico do autotune, a velocidade deve ser rápida. Além disso, o autotune pode ser aplicado tanto em tempo real, durante apresentações ao vivo, quanto na pós-produção, permitindo aos produtores experimentar diferentes efeitos e estilos vocais.
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