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O que é IA geral (AGI)? Conheça tecnologia que imitaria o cérebro humano

Inteligência Artificial Geral (AGI), também conhecida como "IA forte", é um tipo de IA ainda em fase de desenvolvimento. Basicamente, essa tecnologia teria a capacidade de aprendizado parecida com a de um ser humano e conseguiria executar diversas tarefas, tomar decisões por conta própria e planejar o futuro. Além disso, a ferramenta poderia usar aprendizados anteriores para realizar novas tarefas, sem precisar receber treinamento prévio. A seguir, conheça mais detalhes sobre a Inteligência Artificial Geral (AGI) e entenda por que tantas empresas desejam alcançá-la.

 Alex Knight/Unsplash Inteligência Artificial Geral (AGI) poderá ter capacidade de aprendizado parecida com a de um ser humano — Foto: Alex Knight/Unsplash

Saiba mais sobre a inteligência artificial geral (AGI)

A seguir, veja um índice com todos os tópicos que serão abordados neste guia sobre inteligência artificial geral (AGI).

  1. O que é inteligência artificial geral (AGI)?
  2. Quais são os tipos de inteligências artificiais?
  3. Como a AGI pode ser usada?
  4. Quando veremos a AGI em funcionamento?

1. O que é inteligência artificial geral (AGI)?

 Reprodução/Freepik Inteligência artificial geral (AGI) é um campo de pesquisa que pretende criar softwares com inteligência semelhante à humana — Foto: Reprodução/Freepik

Inteligência Artificial Geral (AGI) pode ser definida como um campo de pesquisa teórica que pretende criar softwares com capacidade de aprendizado avançado, semelhante a um humano. Dessa forma, o objetivo é que essa IA imite as capacidades cognitivas do cérebro e consiga executar uma grande variedade de tarefas, mesmo sem ter recebido um treinamento específico para aquela ação. A tecnologia seria autônoma, com capacidade de autocompreensão e de formar novas habilidades. Esse tipo de IA também conseguiria resolver problemas complexos em situações que não foram ensinadas previamente.

A AGI não se limita a um escopo específico, já que consegue aprender sozinha e resolver problemas desconhecidos sem ter recebido treinamento. Isso ocorre porque a Inteligência Artificial Geral possui características que a diferenciam de outros tipos de IA, como a possibilidade de transferir habilidades adquiridas e de se adaptar a novas situações. Além disso, a AGI tem um amplo repertório de conhecimento sobre o mundo, incluindo fatos, relações e normas sociais. Isso permite que ela raciocine e tome decisões.

2. Quais são os tipos de inteligências artificiais?

 Reprodução/Internet Conheça os diferentes tipos de inteligência artificial — Foto: Reprodução/Internet

A AGI é um tipo de IA que está no campo teórico, em fase de pesquisa. Porém, há outros tipos de IAs, como a Inteligência Artificial Limitada ou Estreita (ANI), conhecida como "IA Fraca", que serve para executar tarefas específicas e não tem capacidade de raciocínio ampla. Ao ser treinada com aprendizado de máquina, processamento de linguagem natural e algoritmos de rede neural, ela é útil somente para fazer atividades que estejam no escopo previsto. É o que ocorre com assistentes virtuais e chatbots de IA, por exemplo.

Já a Superinteligência Artificial (ASI) ainda é 100% hipotética. Na teoria, ela viria depois da Inteligência Artificial Geral (AGI) e representaria uma fase na qual a IA seria autoconsciente e individualista, capaz de superar todos os níveis da inteligência humana. Dessa forma, a ASI poderia ter habilidades cognitivas melhores do que as pessoas, como em um filme de ficção científica. Como o próprio nome diz, a IA com autoconsciência entenderia a própria existência e conseguiria criar sentimentos, emoções, crenças, etc. Desse modo, superaria o controle humano.

3. Como a AGI pode ser usada?

 Reprodução/Freepik (rawpixel.com) AGI poderia ser usada em diversos setores, como saúde, educação e transporte — Foto: Reprodução/Freepik (rawpixel.com)

A AGI seria usada em diversos setores, como saúde, educação, transporte, pesquisa, indústria e finanças. Na medicina, a IA Geral conseguiria oferecer assistência médica ao analisar dados, identificar pacientes em risco e criar tratamentos personalizados. Já na educação, poderia criar currículos exclusivos considerando o desempenho dos alunos e o estilo de aprendizagem.

A AGI também se aplicaria no atendimento ao cliente, usando chamadas anteriores e informações demográficas para personalizar o serviço e antecipar dúvidas para tomar ações antes de surgirem. Na área de finanças, poderia prever o comportamento do mercado, juntar dados para melhorar a precisão dos modelos financeiros e executar negociações com base em insights em tempo real.

A tecnologia impactaria no transporte com os carros autônomos, ao coletar informações em tempo real sobre clima e tráfego para se adaptar ao cenário, por exemplo. Na área de programação, conseguiria compreender a lógica de codificação para gerar um código, fazer recomendações e projetar funções para atender necessidades específicas. Por fim, no setor de indústria, processaria abundância de dados para prever problemas nas máquinas e alertar as equipes com antecedência.

4. Quando veremos a AGI em funcionamento?

 Divulgação/Freepik (rawpixel.com) Não há consenso sobre a data em que a inteligência artificial geral (AGI) estará funcionando — Foto: Divulgação/Freepik (rawpixel.com)

Até o momento, não há um consenso sobre a data em que a inteligência artificial geral (AGI) estará funcionando. Sam Altman, CEO da OpenAI, acredita que a AGI será atingida muito mais rápido do que as pessoas imaginam, e que isso já poderia ocorrer até 2026. Em outra previsão otimista, Elon Musk já chegou a dizer que a AGI também estará disponível em 2025 ou 2026, considerando os avanços no setor de IA na última década. Já para Dario Amodei, CEO da Anthropic, empresa dona do chabtot Claude.AI, a AGI já pode funcionar em 2026 ou 2027.

Para Demis Hassabis, presidente executivo do Google DeepMind, a AGI deverá ser uma realidade daqui a uma década. Antes disso, ele acredita que haverá entre duas e três inovações necessárias para que a inteligência artificial geral consiga existir. Yann LaCun, cientista-chefe da Meta, também tem uma opinião parecida e diz que o surgimento da AGI deve ocorrer em uma década.

Por outro lado, há pessoas mais cautelosas em relação ao assunto. Uma pesquisa realizada em fevereiro de 2025 pela AIMultiple Research avaliou cerca de 8.600 projeções feitas por cientistas, especialistas em IA e empresários de tecnologia entre 2009 e 2023. O levantamento apontou haver 50% de chance de que máquinas atinjam inteligência comparável à humana entre 2040 e 2061.

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