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Ouro e prata batem recordes em meio à investigação do Fed e tensão no Irã

Valorização acumulada em 12 meses supera 70%. O ouro e a prata acumulam valorização de 72% desde janeiro de 2025, despontando entre os ativos de melhor desempenho no mercado financeiro global.

Mercado reage negativamentre à ação do governo de Donald Trump contra o Fed. O presidente da instituição, Jerome Powell, confirmou no domingo que pode enfrentar acusações criminais como parte da campanha de pressão do presidente Donald Trump sobre as decisões de política monetária. "A ameaça de acusações criminais é uma consequência de o Federal Reserve definir as taxas de juros com base em nossa melhor avaliação do que será melhor para o público, em vez de seguir as preferências do presidente", disse Powell em um comunicado.

Investigação envolve reforma da sede do Banco Central americano. Promotores federais estão examinando a reforma de US$ 2,5 bilhões na sede do Federal Reserve, em Washington, segundo disse o próprio chairman do Fed, na noite de domingo. Donald Trump tem afirmado que as reformas excederam os custos projetados, o que Powell nega.

Fed afirmou que pretende manter as taxas de juros inalteradas em sua reunião no final de janeiro. Após reduzir os juros em dezembro, o órgão sinalizou que vai atuar de forma mais cautelosa agora. Isso contrariou o presidente Donald Trump, que pressiona por um afrouxamento monetário, mesmo com a inflação nos Estados Unidos permanecendo acima da meta de 2%.

Autonomia do Banco Central americano fica sob ameaça, apontam agentes de mercado. O problema desse embate é que a atuação técnica do órgão responsável pelos juros nos Estados Unidos passa a ser questionada. "As intimações representam uma clara violação da antiga fronteira entre política e política monetária, uma linha que os mercados consideravam intocável", disse Stephen Innes, da SPI Asset Management, à AFP.

Tensão geopolítica também alimenta busca por ativos considerados mais seguros. Além das incertezas econômicas provocadas pelas interferências de Trump no Fed, investidores também reagem ao aumento da tensão no Oriente Médio, envolvendo o Irã, que responde pela quinta maior oferta de petróleo no mundo. O governo iraniano rebateu com ameaças à sinalização de Trump de que estaria pronto para ajudar os manifestantes que há dias se mobilizam no país persa.

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