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Para o governo, tarifaço tropical é muito barulho por nada. Será mesmo?

Fica-se sabendo, nos bastidores, que a medida era para ser adotada em 2025, mas dúvidas internas na equipe econômica recomendaram novos cálculos e avaliações, adiando o anúncio para o início de 2026. O que afinal saiu, confidencia quem acompanhou todo o processo, é mais moderado do que o projeto inicial.

Reação negativa

A reação negativa à resolução que eleva a tributação de bens de capital e de tecnologia comprova que as dúvidas do próprio governo faziam sentido. As redes sociais foram inundadas de críticas à medida que, na justificativa do governo, visa proteger o que resta da indústria brasileira de bens de capital e de tecnologia.

Aumentar tarifas de importação de bens de capital e, sobretudo, de informática e tecnologia, na avaliação mais ou menos generalizada, refletida nas redes sociais, serve para pressionar custos de produção, desestimular investimentos em novos equipamentos e processos, produzir atrasos tecnológicos e desaguar em alta de preços. Resumindo, é prejuízo certo para o conjunto dos consumidores, em troca de benefício incerto para umas poucas e ineficientes empresas industriais.

Aproveitando a onda, o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG), conhecido mais pelas ações de marketing do que pela atuação parlamentar, publicou na quarta-feira, 25 de fevereiro, um daqueles seus vídeos vestindo camiseta preta em fundo preto, atirando contra a medida e em Haddad. O vídeo acumulava 1,5 milhão de likes em 24 horas.

Volta do "Taxxad"

Formalizada pela Camex (Câmara de Comércio Exterior), a resolução Gecex 852/2026, de 5 de fevereiro, consolidou, elevando na maior parte dos casos, o Imposto de Importação de 1,2 mil itens. Telefones celulares, placas e componentes para computadores, videogames, assim como painéis solares e equipamentos para agricultura e construção civil, estão entre os itens afetados.

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