➡️ Em Portugal, país com modelo de governo semipresidencialista, o presidente é o chefe de Estado e exerce funções mais cerimoniais — é o primeiro-ministro quem chefia o governo e comanda o Executivo. Em momentos de crise, no entanto, o presidente ganha mais peso político: além de comandar as Forças Armadas, pode dissolver o Parlamento, destituir o governo e convocar eleições.
Há quase uma década, o cargo — com mandato de cinco anos — é ocupado pelo centro-direitista Marcelo Rebelo de Sousa, que, embora tenha convocado três eleições antecipadas, também conseguiu amenizar crises políticas.
Proibido pela Constituição de concorrer a um terceiro turno, Rebelo de Sousa convocou o novo pleito, que gerou uma corrida sem precedentes para o posto: pela primeira vez, três partidos, e não dois, disputam o cargo em grau de igualdade.
Isso porque o Chega, sigla da extrema direita, se tornou nas últimas eleições a segunda força política de Portugal. Uma pesquisa de intenção de voto feita pelo Centro de Estudos e Sondagens de Opinião (CESOP), da Universidade Católica do país, indica o seguinte cenário:
- André Ventura, líder do Chega, lidera a corrida eleitoral por uma pequena margem, com 24% das intenções de voto;
- Em segundo lugar, está o socialista António José Seguro, com 23%;
- João Cotrim de Figueiredo, deputado do Parlamento Europeu do partido de centro-direita Iniciativa Liberal, aparece 19% das intenções de voto;
- Luis Marques Mendes, da coligação de centro-direita Partido Social-Democrata (PSD)/ Aliança Democrática (AD) — que tradicionalmente disputava a presidência com os socialistas — aparece apenas na 4ª posição, com 14% dos votos.
O candidato à presidência de Portugal João Cotrim Figueiredo durante ato de campanha, em 15 de janeiro de 2026. — Foto: Pedro Nunes/ Reuters
Esses números têm variado nos últimos dias, e a pesquisa aponta que um terço dos eleitores podem mudar de ideia em cima da hora. Isso é um reflexo da instabilidade política que Portugal vive nos últimos anos, segundo disse à agência de notícias Reuters o cientista político António Costa Pinto.

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Caso nenhum candidato obtenha mais de 50% dos votos, um segundo turno está previsto para 8 de fevereiro. Se isso ocorrer, será a primeira vez em 40 anos que um pleito presidencial em Portugal não será resolvido no primeiro turno.
Embora o líder do Chega lidere as últimas sondagens, pesquisas apontam também que ele tem a taxa de rejeição de 60% dos eleitores, a mais alta entre os candidatos. A porcentagem sugere que ele pode perder um eventual segundo turno contra qualquer um dos outros três favoritos, segundo disse à Reuters o professor de Ciências Políticas da Universidade Católica de Lisboa José Castello Branco.

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2 semanas atrás
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