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Possibilidade de cassação dos vereadores do PP cria conflitos para Nunes

A iminente cassação de toda a bancada do PP na Câmara Municipal de São Paulo trará dores de cabeça ao prefeito Ricardo Nunes (MDB).

O partido, presidido pelo senador Ciro Nogueira, é da sua base de apoio e assumiu a influência sobre a Secretaria de Mobilidade Urbana e Transportes, antes dominada pelo ex-vereador Milton Leite (União).

O relator do caso no TRE (Tribunal Regional Eleitoral) de São Paulo, o desembargador Claudio Langroiva Pereira votou pela cassação da bancada em processo no qual o PP é acusado de lançar candidaturas femininas fictícias nas eleições de 2024 para cumprir a cota mínima de gênero.

O julgamento, nesta quinta-feira (26), foi interrompido após um pedido de vista dos outros dois desembargadores da turma. A denúncia foi feita pela federação formada por PT, PC do B e PV, além do Solidariedade e do vereador Paulo Frange (MDB).

A bancada do PP é composta pelos vereadores Murillo Lima, Sargento Nantes, Janaína Paschoal e Major Palumbo.

Se cassados, eles devem dar lugar a Frange, Adilson Amadeu (União), Manoel Del Rio (PT) e Felipe Sertanejo (PL).

Frange está próximo de ser anunciado por Nunes como o secretário da Casa Civil. A troca é um desejo antigo do prefeito, que irá exonerar Enrico Misasi (MDB) para concorrer ao cargo de deputado federal neste ano.

"Foi o Frange quem recorreu [da improcedência da cassação], e ele está sendo alçado para Casa Civil. É um reconhecimento, porque a Casa Civil não é qualquer secretaria, deve ser dada para uma pessoa próxima ao prefeito", diz Paschoal.

"Os dirigentes [do PP] que ajudaram a inscrever as candidaturas ficarão impunes, segundo o relator. As prejudicadas serão somente as mulheres, que inclusive fizeram mais voto que o último da chapa, que é um homem", acrescentou a vereadora.

O presidente do PP em São Paulo, Maurício Neves, diz que recebeu o voto do relator com estranheza, mas que confia na Justiça Eleitoral.

"O juízo de primeira instância havia julgado a ação totalmente improcedente, por concluir que todas as mulheres fizeram efetivamente campanha e que ao menos 14 candidaturas (7 homens e 7mulheres) na eleições para vereador fizeram menos votos do que a candidatura menos votada do partido", diz em nota.

"Importante ressaltar que o último colocado da chapa do Progressistas sequer foi uma candidatas mulher, mas sim um homem com apenas oito votos", prosseguiu Neves.

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