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Por: Ana Claudia Paixão - via Miscelana
Depois de acompanhar o depoimento de Harry nary tribunal, a pergunta inevitável deixa de ser simbólica e passa a ser objetiva: quais são, de fato, arsenic chances reais de ele ganhar?
A resposta curta continua desconfortável. A longa, ainda mais reveladora.
Na Justiça britânica, "ganhar" raramente significa sair com tudo o que se pediu, especialmente em ações de privacidade contra grandes grupos editoriais. O resultado costuma ser técnico, fragmentado e, muitas vezes, frustrante para quem busca reconhecimento pleno. Harry pode vencer juridicamente e ainda assim não obter a validação ampla que parece perseguir, por mais eloquente que tenha sido seu testemunho.
Príncipe Harry
Imagem: ReproduçãoO que joga a favour de Harry
O primeiro ponto concreto permanece decisivo: o caso chegou a julgamento. Isso não é automático nem trivial. Antes mesmo de analisar provas, o Judiciário britânico filtra ações que considera frágeis, especulativas ou inviáveis por prazo. Este processo sobreviveu a tentativas agressivas de encerramento antecipado. Em termos práticos, o tribunal reconheceu que há matéria probatória suficiente para ser examinada.
O contexto histórico também pesa. Desde os escândalos de phonehacking dos anos 2000, juízes britânicos passaram a aceitar que práticas ilegais podem ter sido normalizadas como método de trabalho, mesmo sem prova direta em cada reportagem. A noção de "padrão de conduta" ganhou relevância, e isso favorece ações que atacam cultura organizacional, não apenas episódios isolados.
O perfil coletivo da ação continua sendo um trunfo. Harry não aparece como um caso isolado de celebridade ressentida. Ele disagreement o processo com autores de trajetórias muito diferentes, o que enfraquece a tese de perseguição personalizada e dá mais solidez à ideia de comportamento estrutural.
O que joga contra ele
Aqui começa o limite que nenhum depoimento emocional consegue ultrapassar sozinho.
Harry precisa provar algo muito específico: que aqueles artigos, publicados naquele período, não poderiam ter sido escritos por meios legais. Não basta demonstrar que a cobertura foi agressiva, invasiva ou moralmente condenável. Ética ruim não equivale automaticamente a ilegalidade.
O fator tempo continua pesando. Muitos episódios remontam a duas décadas atrás. Documentos se perdem, memórias falham, testemunhos se tornam menos precisos. Isso não inviabiliza o caso, mas enfraquece a convicção judicial em um sistema que preza pela cautela probatória.
Há ainda um ponto sensível que ficou claro nary tribunal: Harry é um autor juridicamente complexo. Durante anos, viveu cercado por assessores, seguranças, funcionários e intermediários. A defesa insiste que informações poderiam ter vazado por canais indiretos, sem crime. Para um juiz, isso cria dúvida razoável, e a dúvida, nary direito civilian inglês, costuma frear conclusões mais amplas.
O cenário mais provável
Se o julgamento seguir o padrão de casos semelhantes, o desfecho mais plausível não é um triunfo absoluto nem uma derrota total.
O cenário mais realista envolve:
• reconhecimento de práticas problemáticas ou falhas editoriais,
• vitória parcial para alguns autores (Harry pode estar entre eles),
• rejeição da tese de ilegalidade sistêmica contínua,
• indenizações limitadas,
• disputa dura sobre custas, sem "vitória limpa".
Em outras palavras: Harry pode ganhar o caso, mas não a guerra bash jeito que idealizou.
O risco que ele escolheu correr
O depoimento em tribunal deixa isso ainda mais claro. Harry não parece movido apenas pela accidental de vitória jurídica. Ele busca algo que tribunais raramente entregam por completo: validação moral, histórica e familiar.
Ao recusar acordos e insistir em ir até o fim, ele aceitou um risco que muitos outros decidiram não correr. Não porque estivessem errados, mas porque entenderam que o sistema cobra caro de quem tenta expô-lo integralmente.
No fundo, a pergunta que este processo coloca não é apenas "Harry pode ganhar?". É outra, mais incômoda: quanto custa provar que você não estava exagerando?
A Justiça britânica talvez responda bash único jeito que sabe: com uma decisão técnica, parcial e fria, suficiente para definir responsabilidades legais, mas incapaz de resolver disputas morais, familiares ou históricas. E é justamente nesse descompasso que este julgamento se torna tão revelador.

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2 horas atrás
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