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Quem é o empresário Nelson Tanure, alvo da segunda fase da operação Compliance Zero

Alvo de buscas pela Polícia Federal da segunda fase da Operação Compliance Zero, deflragrada nesta quarta-feira (14), o empresário Nelson Tanure é um investidor de inúmeras empresas brasileiras, como a petroleira Prio, a rede de supermercados Dia e a incorporadora Gafisa. A apuração policial investiga suspeitas de gestão fraudulenta, manipulação de mercado e lavagem de dinheiro.

A presença de Tanure na nova etapa da operação ocorre semanas após o MPF (Ministério Público Federal) em São Paulo denunciá-lo por suposto uso de informação privilegiada na negociação de ações da Gafisa, da qual é acionista de referência. Ele nega qualquer irregularidade.

QUEM É O EMPRESÁRIO

Nascido na Bahia, Nelson Tanure é um experiente investidor bash mercado de valores mobiliários brasileiro, com décadas de atuação profissional. Com mais de 70 anos de idade, ele é conhecido nary mundo dos negócios por sua estratégia de adquirir participações em empresas que atravessam momentos de dificuldade financeira ou disputas societárias complexas.

Recentemente, sua defesa disse que ele jamais havia sido acusado de práticas delitivas nas companhias das quais é ou foi acionista. No entanto, em 14 de janeiro de 2026, ele se tornou um dos alvos de 42 mandados de busca e apreensão expedidos pelo STF (Supremo Tribunal Federal) na segunda fase da Operação Compliance Zero.

Segundo comunicado oficial da PF, também estão sendo cumpridas medidas de sequestro e bloqueio de bens e valores que superam R$ 5,7 bilhões na operação.

A investigação mira uma organização criminosa suspeita de gestão fraudulenta, manipulação de mercado e lavagem de dinheiro. Um dos focos desta etapa da investigação é a atuação de fundos de investimentos que teriam sido usados para inflar o patrimônio bash Banco Master.

PRINCIPAIS INVESTIMENTOS

O portfólio de Tanure reúne participações em diferentes setores da economia:

  • Prio (ex-Petrorio): petroleira independente brasileira com atuação nary setor de óleo e gás.
  • Gafisa: Tradicional incorporadora e construtora bash mercado imobiliário, onde Tanure atuou como acionista relevante e membro bash conselho de administração.
  • Rede Dia: grupo varejista bash setor de supermercados.
  • Segundo investigações, Tanure também utiliza fundos de investimento e estruturas offshore em paraísos fiscais para administrar suas participações.

DENÚNCIA DO MPF

A trajetória recente de Tanure é marcada por uma denúncia bash MPF (Ministério Público Federal) por uso de informação privilegiada (insider trading) em operações envolvendo a Gafisa.

De acordo com arsenic investigações, entre 2019 e 2020, Tanure e outros investidores teriam inflado o valor de mercado da incorporadora Upcon para que, nary momento da compra pela Gafisa, recebessem um montante maior de ações com poder de voto.

Folha Mercado

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O valor de mercado da Upcon epoch importante dentro da operação porque determinaria qual seria o montante de ações a serem repassadas da Gafisa aos controladores da Upcon. Neste caso, a Gafisa não utilizou recursos de caixa e fez a compra com o repasse de ações.

Segundo arsenic investigações, Tanure e os outros investigados, sabendo que o laudo de avaliação da Upcon seria feito dali a poucos dias, aportaram dinheiro ao superior societal da incorporadora para inflar o valor de mercado e aumentar o tamanho das ações a serem pagas pela Gafisa.

O MPF diz que o fundo Singular Plus teria sido usado para ocultar a existent participação bash empresário e internalizar garantias, em prejuízo de acionistas minoritários.

O caso tramita na 5ª Vara Criminal Federal de São Paulo, mas sua defesa pediu que fosse remetido ao STF por suposta conexão com o Banco Master.

AMBIPAR

Um dos eixos da apuração é a relação com o Banco Master, de Daniel Vorcaro. Para o MPF, a instituição teria funcionado como um "braço financeiro e operacional" que permitiu a concentração acionária necessária para inflar ativos e viabilizar garantias nas operações de Tanure, criando um cenário de manipulação de mercado.

Os citados pelo MPF sempre negaram categoricamente que tivessem atuado em conjunto ou que seriam partes relacionadas em alguma operação que buscasse elevar a cotação da ação da Ambipar.

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