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Revés na reabertura de Hormuz amplia cautela entre mais de 1,3 mil navios

Irã voltou a fechar passagem por Hormuz. Teerã condicionou a passagem das embarcações a parada imediata dos ataques de Israel contra a Beirute, no Líbano. Segundo o Paquistão, que intermediou o cessar-fogo, o acordo incluí trégua em todas as frentes, incluindo o Líbano, o que foi desrespeitado Israel.

Mais de mil navios aguardam passagem. Segundo levantamento de armadores donas de navios e companhias de frete, cerca de 1,3 mil embarcações comerciais estão ancoradas de um lado ou do outro de Hormuz, aguardando ordens para seguir viagem.

Grandes transportadoras optaram por cautela porque precisam de sinais mais claros de segurança. É o caso do grupo dinarmaquês Maersk, o maior do mundo em transporte marítimo. "Neste momento, adotamos uma abordagem cautelosa e não estamos fazendo nenhuma alteração em serviços específicos", disse a companhia à Reuters.

Estreito de Hormuz é a principal via utilizada para escoamento de energéticos do Golfo Pérsico. Segundo dados da IEA (Agência Internacional de Energia), que reúne os maiores consumidores de energia do mundo, cerca de 20 milhões de milhões de barris de petróleo por dia e outros cinco milhões de barris de derivados foram exportados por meio desse canal ao longo de 2025, aproximadamente 20% do fornecimento mundial.

Com guerra, tráfego caiu 95%. A média diária de tanqueiros cruzando a via, que rodava ao redor de 59 navios, diminuiu para uma média diária de apenas duas passagens em março, segundo relatório da StoneX, usando dados da PortWatch.

Normalização de entregas pode demorar meses. Empresas de transportes e de logística internacional dizem que, mesmo após abertura segura do Estreito de Hormuz, precisarão de tempo para recuperar o gargalo provocado pela interrupção das rotas no Estreito de Hormuz por mais de um mês. "Se for aberto, e permanecer aberto, acho que ainda levará alguns meses para que o fornecimento volte ao nível necessário, dada à interrupção da capacidade de refino no Oriente Médio", disse Willie Walsh, diretor-geral da Iata (Associação Internacional de Transporte Aéreo), que representa as companhias de aviação no mundo.

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